Correios anunciam grande reestruturação financeira com empréstimo bilionário
O Ministério da Fazenda autorizou a concessão de garantia da União, por meio do Tesouro Nacional, a um novo empréstimo de R$ 7 bilhões solicitado pelos Correios para financiar o plano de reestruturação financeira da companhia.
O plano corresponde ao período de 2025 a 2027 e foi elaborado para recompor o caixa da estatal.
A operação de crédito foi negociada com quatro bancos privados: Banco ABC Brasil, Citibank, Deutsche Bank e J.P.
Morgan.
O financiamento tem prazo de 15 anos, com três anos de carência antes do início dos pagamentos pela empresa.
A garantia concedida pelo Tesouro significa que, caso os Correios não consigam honrar a dívida, a União poderá ser acionada para responder aos credores.
A previsão é de que R$ 5 bilhões sejam disponibilizados na assinatura do contrato e os R$ 2 bilhões restantes sejam liberados até dezembro.
A taxa de juros informada para a operação é de 114,84% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), indicador de referência para operações financeiras.
O novo financiamento dá continuidade a uma operação de R$ 12 bilhões contratada pelos Correios em dezembro de 2025, também com garantia da União.
Naquele momento, a estatal precisava de recursos para enfrentar dificuldades de liquidez, regularizar obrigações em atraso e manter o funcionamento de suas atividades.
O plano de reestruturação previa a captação de até R$ 20 bilhões em empréstimos.
Com a contratação dos R$ 12 bilhões no fim de 2025 e a nova operação de R$ 7 bilhões, o volume chega a R$ 19 bilhões.
A recuperação sustentável depende de a estatal conseguir melhorar suas receitas, controlar despesas e gerar recursos suficientes para cumprir os compromissos assumidos.
Em 2025, a empresa encerrou o ano com um prejuízo líquido de cerca de R$ 8,5 bilhões, o quarto resultado anual negativo consecutivo desde 2021.
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