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Adversários calculam impacto da volta de Aécio à disputa pelo Senado em MG

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Adversários calculam impacto da volta de Aécio à disputa pelo Senado em MG

Belo Horizonte – A decisão de Aécio Neves (PSDB) de mudar de estratégia e concorrer ao cargo de senador por Minas Gerais surpreendeu o mundo político em Minas e agora as campanhas estão tentando calcular o impacto de mais um concorrente forte em uma disputa que já estava apertada.

Como a volta de Aécio mexe com a disputa pelo Senado em MG Mais um nome competitivo: a entrada de Aécio amplia a fragmentação de uma corrida que já reunia candidatos conhecidos e com bases eleitorais distintas; Dois votos reduzem o confronto direto: como cada eleitor escolherá dois candidatos ao Senado, adversários podem formar dobradinhas regionais e disputar apenas uma das preferências; Marília mantém a estratégia: líder nas pesquisas, a petista pretende evitar embates diretos e reforçar suas entregas e a aliança entre esquerda e centro; Domingos aposta no voto fiel: o candidato do PL acredita que sua identificação com a direita e a centro-direita pode protegê-lo da divisão provocada por Aécio; Áurea vê vantagem na fragmentação: a campanha da candidata do PSol avalia que o aumento do número de nomes à direita pode beneficiar o campo progressista; Viana evita o confronto: o senador não comentou a entrada do tucano, enquanto aliados dizem confiar em suas propostas e no reconhecimento do eleitor; Aro ainda não se manifestou: procurado pela reportagem, o candidato do PP não respondeu até a publicação.

A campanha da Marília Campos (PT) , que vem liderando as pesquisas ao Senado no estado, acredita que o caminho é focar mais no que a candidata já realizou durante sua trajetória política e não repercutir outros nomes.

“Não faz campanha com olhar no concorrente.

Não está tendo nenhuma mudança de rota ou de estratégia.

Segue sendo ficar num discurso propositivo de diálogo, fortalecimento de uma frente que engloba tanto a esquerda quanto o centro”, afirmaram aliados da petista.

O bolsonarista Domingos Sávio (PL) , que já foi um importante aliado do tucano mineiro, acredita que, em algumas regiões, como são dois votos ao cargo, as lideranças locais atuaram para fazer uma dobradinha entre eles.

Sávio também acredita ter “base mais fiel” para levá-lo ao Senado.

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