Dólar cai a R$ 5,15 com cenário eleitoral no radar
O dólar à vista fechou esta terça-feira (1º) em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,1557, após operar em baixa durante quase toda a sessão.
O movimento ocorreu na contramão do comportamento da moeda norte-americana no exterior e foi atribuído por operadores à redução dos prêmios de risco embutidos nos ativos domésticos diante da perspectiva de uma disputa presidencial mais acirrada.
Ao longo do dia, a moeda norte-americana apresentou alta limitada apenas na primeira hora de negócios, quando atingiu a máxima de R$ 5,2015.
As mínimas foram registradas no fim da manhã, com o dólar tocando R$ 5,1378.
Em agosto, a moeda acumulou alta de 2,16% frente ao real.
No mercado, a leitura foi de que as últimas pesquisas eleitorais contribuíram para uma reconfiguração das apostas dos investidores.
Segundo o economista-chefe da CVPAR, Marcelo Fonseca, o principal gatilho para a valorização do real foi a percepção de que a corrida eleitoral se acirrou.
Ele afirmou que a oposição passou a ser vista como a principal aposta para uma mudança de política econômica a partir de 2027, com ajuste das contas públicas.
Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se! Fonseca também avaliou que as sinalizações de Flávio foram positivas, com escolha de nomes para o segundo escalão e indicação de uma linha de ortodoxia econômica.
No cenário político, o mercado também acompanhou notícias sobre o envolvimento do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, do Banco Master.
No exterior, a valorização de mais de 4% do petróleo, em meio ao recrudescimento dos ataques entre Estados Unidos e Irã, produziu efeitos mistos sobre o câmbio.
De um lado, elevou a aversão ao risco e impulsionou os rendimentos dos Treasuries, o que pressionou moedas emergentes.
De outro, favoreceu países beneficiados pelos termos de troca ligados ao petróleo.
O real teve o segundo melhor desempenho entre as principais divisas, atrás apenas do peso colombiano.
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