Assembleia Nacional da Venezuela avança com acordo petrolífero ‘histórico’ de Trump
A Assembleia Nacional da Venezuela declarou apoio ao acordo petrolífero do país com o governo Donald Trump em uma votação realizada nesta terça-feira, 1º de setembro.
O pacto, anunciado pelo ocupante do Salão Oval na semana passada, deve ser formalizado pelo secretário de Energia dos Estados Unidos , Chris Wright , em uma viagem à Caracas ainda nesta semana.
A proposta prevê uma parceria entre o governo americano, empresas privadas e o governo venezuelano para desenvolver 17 campos de petróleo.
A administração Trump afirma que a iniciativa poderá atrair cerca de US$ 100 bilhões em investimentos e ampliar a produção venezuelana, hoje limitada pela deterioração da infraestrutura e pela falta de investimentos.
De acordo com uma fonte ouvida pela agência de notícia Reuters, o secretário de Energia Chris Wright vai viajar à Venezuela na quarta-feira, 2, para finalizar as negociações sobre o acordo com uma entidade privada.
Em paralelo, a petroleira Chevron deve fazer um anúncio nos próximos dias divulgando a expansão de suas operações no país latino-americano. +Empresas americanas se preparam para investir bilhões no petróleo da Venezuela Continua após a publicidade Se o plano entrar em vigor, o governo americano assumirá o controle de 65 bilhões de barris da Venezuela — cerca de um quinto do estoque do país, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo.
Projeto controverso O acordo, no entanto, gerou dúvidas e críticas imediatas entre diversos da sociedade venezuelana.
A presidente interina, Delcy Rodríguez , esclareceu no sábado que a Venezuela mantém a propriedade dos 17 “campos estratégicos” que os Estados Unidos controlarão, com o objetivo de produzir 1,5 milhão de barris por dia.
A Venezuela, sob o plano atual, receberá US$ 19 (R$ 98,79) por barril vendido.
Continua após a publicidade O modelo, entretanto, ainda é pouco transparente.
A Reuters informou nesta segunda-feira que especialistas em energia e advogados questionam a legalidade e a execução do acordo e defendem que os contratos sejam divulgados.
A negociação não passou por um processo competitivo e ocorreu paralelamente a uma reforma da legislação petrolífera venezuelana. +Venezuela afirma que mantém sua ‘soberania petrolífera’ após acordo com EUA As negociações geram preocupação também entre os apoiadores do chavismo, pois ocorrem em meio à intensa pressão de Washington sobre o governo de Rodríguez, que assumiu o poder em janeiro após a captura e deposição de Nicolás Maduro em uma operação dos Estados Unidos.
Continua após a publicidade “Não sabemos quem se beneficiará com isso, se a Venezuela ou eles (os Estados Unidos)”, disse à agência de notícias AFP Jesús Salazar, um segurança privado de 68 anos.
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