Voto de cabresto: MPT recebe denúncia de "sequestro" de títulos eleitorais
O Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal (MPT-DF) recebeu denúncia de uma nova forma de assédio eleitoral: o “sequestro” dos dados eleitorias de empregados.
A prática é uma versão moderna do antigo voto de cabresto.
A procuradora do trabalho Geny Helena Marques tomou conhecimento da prática durante reuniões com entidades sindicais, para conscientizar os trabalhadores e criar parcerias no combate contra o assédio eleitoral.
“Em um desses eventos, tomei conhecimento que empresas estariam – foi usado esse termo – sequestrando o título eleitoral dos trabalhadores e das sua família para verificar a zona e a seção eleitoral onde votavam”, afirmou.
O nome das empresas não foi divulgado.
Leia também Grande Angular MPT processa Havan e Hang por assédio eleitoral e pede R$ 30 milhões Distrito Federal MPT investiga atrasos salariais de funcionários terceirizados do Metrô-DF Com base nas informações eleitorais dos empregados e de suas famílias, a empresa faria o computo do número de votos de cada seção e zona eleitoral teria, para verificar se batia com o candidato apoiado.
Segundo a procuradora, haveria a ameaça de demissão em massa se o candidato apoiado não alcançasse os votos esperados após a contagem das urnas.
O voto é secreto.
Mas o atual sistema eleitoral permite o mapeamento do desempenho dos canditados por estado, cidade e zona eleitoral.
Voto de cabresto “Isso é o voto de cabresto.
Literalmente.
É herança de coronelismo e não podemos nem vamos normalizar”, alertou a procuradora.
No dia 29 de agosto, o Ministério Público enviou recomendações preventivas para empresas de segurança e asseio e conservação.
Segundo os ofícios, as empresas não podem adotar esse tipo de prática.
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