“Mapa” do autismo pode levar ao desenvolvimento de terapias direcionadas
Os cientistas estão cada vez mais perto de compreender exatamente como o autismo se desenvolve no cérebro – e o que pode funcionar para tratá-lo.
Utilizando inteligência artificial e dados de minúsculos cérebros cultivados em laboratório, pesquisadores mapearam as maneiras pelas quais certas mutações genéticas associadas ao autismo podem remodelar o cérebro e levar ao transtorno.
O mapa molecular, publicado na quinta-feira na revista Science , pode ajudar a desenvolver terapias mais direcionadas para o autismo.
“É preciso esse conhecimento para, em última análise, desenvolver medicamentos, e nós criamos um mapa que fornece essencialmente as bases moleculares do autismo e nos aponta em diversas direções para a descoberta de novos fármacos”, disse o autor do estudo, Dr.
Nevan Krogan, professor da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e pesquisador sênior do Instituto Gladstone, uma organização sem fins lucrativos.
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Kalil explicam Dr.
Kalil: diagnóstico de autismo em adultos traz alívio e explicações “A esperança é que, em algum momento, possamos olhar para trás e dizer: ‘Ah, este mapa levou a X, Y e Z, e, portanto, agora temos o primeiro tratamento para o autismo’.
Essa é a visão, e acredito que ela se concretizará em algum momento no futuro”, disse Krogan.
Durante décadas, o desenvolvimento de tratamentos eficazes para o autismo tem sido um enigma científico.
Como existem mais de 250 genes associados ao transtorno do espectro autista , encontrar um tratamento que ataque as raízes genéticas do transtorno é equivalente a procurar uma única chave para centenas de fechaduras diferentes.
Mas agora, o novo estudo revela como muitas dessas diversas mutações genéticas se conectam fisicamente e reorganizam as interações proteicas no cérebro em desenvolvimento, impulsionando o surgimento do autismo.
As proteínas são moléculas que constroem e ajudam a manter o cérebro.
Assim, em vez de precisar de centenas de medicamentos diferentes para atingir os próprios genes, os cientistas agora têm um modelo para atingir as interações proteicas.
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