Grupo é alvo do MPF por traficar paraguaias e explorá-las sexualmente no PR
Cinco pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa acusada de tráfico internacional de pessoas foram denunciadas, nessa quarta-feira (2/9), pelo Ministério Público Federal (MPF) .
O grupo teria utilizado uma casa noturna no município de União da Vitória (PR) para explorar sexualmente mulheres paraguaias, além de submetê-las a condições análogas à escravidão .
A denúncia foi recebida pela Justiça Federal.
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Quando chegavam ao Brasil, eram submetidas à exploração sexual, ao controle por meio de dívidas, cobranças e restrições à liberdade.
Além disso, eram obrigadas a pagar multas abusivas por condutas como recusa de atendimentos, desorganização, discussões ou intenção de deixar o estabelecimento pouco tempo após o início das atividades.
As multas variavam entre R$ 500 e R$ 5 mil e eram anotadas em cadernos para controle dos criminosos.
Segundo a denúncia, as penalidades tinham como objetivo dificultar a saída das vítimas da situação de exploração.
O caso é conduzido pela Unidade Nacional de Enfrentamento ao Tráfico Internacional de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes (UNTC) do MPF.
Incêndio criminoso e tentativa de homicídio De acordo com as provas, após a fuga de uma das mulheres, a organização criminosa passou a agir com violência extrema contra vítimas e testemunhas.
Como parte das estratégias para intimidar e dificultar as investigações, os denunciados planejaram e executaram o sequestro de uma das vítimas, que conseguiu escapar ao se jogar do veículo em movimento em uma via pública.
Além disso, passaram a enviar mensagens de teor intimidatório a familiares da mulher no exterior.
Segundo a denúncia, o grupo criminoso também provocou um incêndio em uma casa noturna enquanto duas testemunhas dormiam no local.
De acordo com o MPF, o incêndio foi planejado previamente com a finalidade de provocar a morte das duas pessoas, que conseguiram escapar a tempo.
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