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'Ao sentir terremoto, voltei à escola da minha filha e menina de 10 anos morreu em meus braços'

BBC News Brasil ·
'Ao sentir terremoto, voltei à escola da minha filha e menina de 10 anos morreu em meus braços'

A psicóloga Kelly Díaz acredita que seu corpo continua funcionando, apesar de todo cansaço e tristeza, porque ela está em estado de alerta e convencida de que a vida deve prevalecer.

É assim que ela responde quando questionada sobre como encontra forças para procurar, como voluntária, sobreviventes nos arredores de uma escola que desabou — e após a melhor amiga de sua filha ter morrido em seus braços.

A tragédia ocorreu na escola Nuevo Edén, no sul de Cali, a terceira cidade mais populosa da Colômbia e uma das mais afetadas pelo terremoto de segunda-feira (10/08).

A menina e uma professora foram atingidas pelos escombros e morreram minutos depois. Outras crianças sofreram ferimentos graves.

Díaz conta que, na manhã de segunda-feira, deixou a filha na escola. Porém, quando estava voltando para casa, sentiu um tremor .

"Rapidamente, ele foi ficando muito mais forte. Aquela intensidade era incomum. Corri de volta para a escola, pensando apenas que minha filha poderia estar apavorada", lembra.

Quando chegou na pequena escola, com cerca de 14 crianças em 4 ou 5 salas de aula, a cena era "devastadora".

"Havia duas pessoas caídas no chão em meio aos escombros. Uma delas era a melhor amiga da minha filha, de 10 anos. A outra era a professora dela. Entrei imediatamente, pois tenho treinamento em primeiros socorros", relata.

"Primeiro, verifiquei como estava minha filha. Depois, chequei como estavam os outros alunos, verificando seus sinais vitais."

"Então, fui até o chão para ajudar a outra menina. Havia uma poça de sangue. Ela tinha traumatismo craniano. Ela e a professora apresentavam sinais vitais, mas nenhuma ajuda chegava."

"Naquele momento, não sabíamos que a catástrofe estava acontecendo em toda a cidade."

As ambulâncias não apareciam. Os gestores da escola estavam em choque. Alguns voluntários, então, assumiram a missão de resgate.

"Se tivéssemos esperado pelas ambulâncias, teríamos ficado lá até o amanhecer."

"Tudo o que podíamos fazer era esperar que os pais viessem buscar seus filhos machucados enquanto outros de nós cuidávamos dos feridos."

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bbc.com — o conteúdo pertence a BBC News Brasil.

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