Dona do TikTok, ByteDance cria time global focado em conter riscos da IA
A ByteDance criou uma equipe dedicada à segurança da inteligência artificial em sua unidade de pesquisa Seed.
A empresa abriu uma seleção global para contratar dez pesquisadores e ampliar os estudos sobre os riscos de seus modelos mais avançados.
As vagas estão distribuídas entre Pequim e Xangai, na China, e San José, na Califórnia.
A iniciativa ocorre em meio à preocupação crescente com agentes de IA capazes de acessar a internet e executar tarefas com autonomia.
Garantir a postura correta dos algoritmos tornou-se o requisito central para que modelos de IA sejam lançados em grande escala. – Imagem: Mer_Studio/Shutterstock O que a nova equipe vai pesquisar Batizada de Alignment & Preparedness (Alinhamento e Preparação), a equipe trabalhará para garantir que os sistemas de IA sigam objetivos humanos e requisitos de segurança, inclusive na execução de tarefas complexas com várias etapas.
Em um anúncio publicado na quarta-feira em sua conta oficial no WeChat , a Seed afirmou que segurança e alinhamento deixaram de ser apenas medidas de proteção contra riscos.
Segundo a unidade, essas capacidades serão determinantes para que os modelos possam ser utilizados em larga escala.
A criação do departamento também chama a atenção por ser uma iniciativa pública pouco comum entre grandes desenvolvedoras chinesas.
Segundo o jornal estatal The Paper , a Seed foi o primeiro laboratório chinês de IA de ponta a estabelecer uma equipe independente dedicada à segurança e ao alinhamento.
Recursos e frentes de pesquisa A Seed informou que disponibilizará à nova equipe capacidade computacional e recursos de pesquisa comparáveis aos oferecidos aos grupos que desenvolvem seus modelos mais avançados.
O trabalho será distribuído entre diferentes áreas: Treinamento de segurança: desenvolvimento de métodos para reduzir riscos durante a formação dos modelos; Testes automatizados: criação de ferramentas para detectar falhas e vulnerabilidades; Monitoramento e explicabilidade: análise do comportamento dos sistemas e dos fatores que influenciam suas respostas; Ambientes de simulação: avaliação de agentes autônomos em cenários controlados; Riscos emergentes: investigação de ameaças que podem surgir com o avanço da tecnologia.
A empresa também pretende buscar avaliações independentes e estabelecer parcerias com universidades e instituições de pesquisa.
Os resultados deverão ser incorporados ao treinamento, à avaliação e à implantação dos modelos.
Testes automatizados e varreduras de vulnerabilidades serão aplicados desde as primeiras fases de treinamento dos modelos.
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