Pergunte ao bolsonarista: sua filha é cidadã ou objeto?
Pergunte ao Bolsomínion – Você fica feliz com sua filha sendo tratada como objeto de prazer masculino? Nas eleições, como na vida, parte dos seres humanos tende a proteger seus frágeis egos das consequências de seus atos.
Um dos aspectos da desvinculação entre atos e consequências é a alienação moral, mediante a qual o resultado concreto das ações é ignorado, negado ou minimizado.
Alguns exemplos históricos serão didáticos.
A partir da primavera de 1945, os admiradores de Mussolini se escudavam na ignorância de que os fascistas houvessem jogado gás venenoso sobre populações civis na Etiópia; diziam “não poder imaginar” que vinte anos de discursos a favor da guerra, por parte do Duce, levariam a Itália à Guerra; e elogiavam o governo do monstro por “ter feito os trens chegar no horário”.
Naquele mesmo 1945, os fãs de Hitler dentre as populações vizinhas aos campos de extermínio buscavam também a absolvição moral pela “ignorância” das máquinas de morte e consideravam o genocídio perpetrado “impensado”, apesar de estar desenhado nas páginas de “Mein Kampf” desde 1924.
Na sucessora República Federal, criaram o movimento de negativa da existência do Holocausto (movimento ante o qual foi cunhado o termo “negacionismo”, no sentido que conhecemos).
Começa a não ser tão diferente na Trumplândia de hoje, com os Maga “fazendo a egípcia” para a odiosa concretização de quase todos os planos do autocrata pedófilo que ocupa a Casa Branca.
Não bastantes a inflação, o desemprego e a perda de competitividade, usam antolhos para não ver a ostentada compra de votos, nem a maior corrupção de um presidente em 250 anos de história.
E muito menos enxergam o crescimento desenfreado de crimes de ódio.
Não é em nada diferente dos asseclas de Mussolini e de Hitler, o comportamento dos bolsomínions.
Recusam a comprovada disparada de desemprego, da miséria e da fome sob o quadriênio do fascista Jair; fecham os olhos à relação entre a militância antivacina e as 700 mil mortes na Pandemia de Covid19; e também o fazem quanto ao vínculo entre seu desenho medieval do papel familiar, sexual e social da mulher, e o crescimento do feminicídio.
Esse setor significativo do eleitorado foi capturado pelo fascismo brasileiro, aderindo ao mesmíssimo mecanismo mental que seduziu milhões de indivíduos nos rebanhos italianos, alemães e ianques.
Trata-se da “renúncia ao pensamento”.
Não se pode de boa fé nutrir esperanças de que o eleitorado fascista resgate o próprio pensamento.
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