Por que Marcola e outros chefões do PCC irão a júri popular por crimes cometidos há 21 anos
O juiz da 1ª Vara do Júri de São Paulo, Gustavo Ormenese, marcou para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027 o júri popular de Marco Willians Herbas Camacho , conhecido como Marcola , e apontado por autoridades públicas como líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC) .
A ação que tramita é de homicídio contra um policial militar e pela tentativa de assassinato de outro agente da PM em 2006, em Jundiaí, interior paulista, ano em que a organização criminosa realizou diversos ataques no estado paulista.
Outros cinco réus serão julgados no mesmo processo.
A defesa de Marcola contesta o fato de o julgamento ser realizado mais de duas décadas depois do crime (leia abaixo).
De acordo com a acusação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) , o PM Nelson Pinto foi atingido por um tiro na cabeça por volta das 23h30, na rua Senador da Fonseca, no dia 12 de maio daquele ano.
O outro policial fora atingido por oito disparos, mas sobreviveu.
Consta na denúncia oferecida pela Promotoria que os ataques teriam ocorrido contra os dois agentes públicos por determinação de Marcola e de Júlio César Guedes de Moraes , o Carambola, apontado também como outro integrante do PCC.
“Eis que, como dois dos líderes máximos da organização criminosa conhecida como PCC determinaram a todos os seus integrantes que matassem todos os policiais, civis ou militares, e demais autoridades que encontrassem a partir do dia 12 de maio de 2006, no Estado de São Paulo, ordem esta que foi encaminhada aos membros da referida facção da cidade de Jundiaí e cumprida”, escreveram em trecho da denúncia apresentada em 4 de setembro de 2006 os promotores Fauzi Hassan Choukr , Fernando Pereira Viana Neto , Maria Cristina Martins , Ricardo José Vasques de Almeida Silvares e Simone Rodrigues Horta Gomes .
O documento tem 35 páginas.
O processo pelo qual Marcola responde já ultrapassou 10.
000 páginas, segundo consulta realizada junto ao sistema do Tribunal de Justiça paulista.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado às 4h05 do dia seguinte, há relato de que os dois policiais estavam em patrulhamento de rotina pela via pública quando foram surpreendidos por indivíduos em quatro motos que cercaram o carro policial.
Após o cerco, eles atiraram contra os soldados.
Quem dirigia no momento do ataque era o PM Nelson Pinto, que, segundo o documento público, perdeu o controle da viatura e atingiu o muro de uma casa nas proximidades.
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