Polícia mira ex-vereador Milton Leite em investigação contra PCC em SP
Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara de SP Paulo Gomes/TV Globo A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram nesta quinta-feira (17) a Operação Vectura Corrupta para cumprir 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.
Um dos alvos é o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União Brasil).
A ação é a terceira fase da investigação que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no poder público e no sistema de transporte coletivo da capital paulista.
Milton Leite deixou a vida pública no ano passado, depois de sete mandatos como vereador e de ter presidido a Câmara Municipal por quatro vezes.
Atualmente, ele é o presidente do União Brasil em São Paulo.
Em julho, o ex-vereador foi eleito presidente estadual da Federação União Progressista (UP), que reúne o União Brasil e o Progressistas (PP) e forma uma das maiores forças políticas do país.
Nesta terceira etapa, a operação mira o controle financeiro e operacional da facção sobre 12 empresas de ônibus com indícios de fraudes sistemáticas em licitações.
A outra frente foca na chamada "sintonia dos gravatas" — núcleo de advogados que atua diretamente nos crimes e na legitimação dos interesses da organização.
Além dos alvos dos mandados de prisão, a investigação desta fase aponta o envolvimento de ex-servidores do alto escalão da Prefeitura de São Paulo e identificou um candidato a deputado, e ex-candidato a prefeito, que teve a campanha eleitoral custeada pelo crime organizado.
LEIA TAMBÉM: Investigação da PM liga Milton Leite, ex-presidente da Câmara de SP, a empresa de ônibus suspeita de elo com PCC Após 27 anos na Câmara de SP, Milton Leite não registra nova candidatura para vereador Histórico das investigações O avanço de hoje é um desdobramento direto de duas operações anteriores.
Em abril de 2026, a Polícia Civil e o Ministério Público realizaram a Operação Contaminatio, focada na estrutura de uma fintech gerida pela facção.
O objetivo do grupo era usar a empresa de tecnologia financeira para se infiltrar em prefeituras e assumir o gerenciamento do recebimento de tributos, taxas e o contato direto com os munícipes.
Naquela etapa, a investigação desarticulou a rede de doleiros e de operadores de criptoativos usada na lavagem do dinheiro e prendeu um ex-vereador de Santo André.
Toda a apuração teve início em agosto de 2024, com a Operação Decurio.
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