As críticas a Trump por seu plano de importar diesel russo: 'Um porto seguro financeiro para a Rússia enquanto mata civis na Ucrânia'
Encontro de Donald Trump e Vladimir Putin em 2025.
Andrew Harnik/Getty Images via BBC O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta uma reação negativa crescente devido aos planos de importar diesel da Rússia, em um momento em que a guerra envolvendo o Irã continua a impactar os preços globais de energia. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na sexta-feira, Trump anunciou que o presidente russo, Vladimir Putin, concordou em liberar imediatamente 300 mil toneladas de diesel "para o mercado americano e global", seguidas por várias outras remessas.
Isso ocorre apesar de ele ter sancionado, há poucas semanas, uma legislação que autoriza novas sanções e tarifas dos EUA contra nações que importam petróleo e gás russos.
A medida foi criticada por alguns legisladores republicanos e democratas, que acreditam que o acordo viola as leis americanas.
Agora no g1 Além do lote inicial, Trump afirmou que a Rússia forneceria outras 500 mil toneladas em novembro e mais um milhão de toneladas posteriormente.
Isso seria seguido por mais três milhões de toneladas, a serem entregues "em um curto período", dependendo das condições das refinarias russas, que têm sido alvo de ataques da Ucrânia durante a guerra em curso entre os dois países.
"Preços mais baixos para os americanos, especialmente para nossos grandes agricultores, pecuaristas e caminhoneiros, são minha maior prioridade", escreveu Trump em uma publicação na rede social Truth Social.
O vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexander Novak, confirmou esses números à Tass, a agência de notícias estatal do país, afirmando que o volume de exportação poderia chegar a três milhões de toneladas por mês no futuro.
Preços globais dos combustíveis dispararam desde que a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã começou, no final de fevereiro.
EPA/Shutterstock via BBC O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o acordo como um presente a Putin, equivalente a "um investimento em uma guerra que precisa acabar".
Sabe-se que o Departamento do Tesouro dos EUA está suspendendo as sanções sobre as exportações de diesel russo até 7 de abril como parte do acordo, mas outros ativos, como os mantidos em bancos americanos, permanecem congelados.
Um grupo de sete senadores — quatro republicanos e três democratas — afirmou no domingo que o acordo violava as leis americanas, instando Trump a "mudar de rumo".
"Os EUA não devem oferecer um porto seguro financeiro a Putin enquanto a Rússia continua a matar civis ucranianos", declararam os legisladores.
Eles acrescentaram que o Congresso havia "proibido explicitamente as importações de energia russa em 2022 para impedir que dólares americanos financiassem a guerra de Putin contra a Ucrânia".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.