Líder do MDB no Senado sai em defesa de diretórios estaduais que apoiam Lula no segundo turno
O líder do MDB no Senado Federal, Eduardo Braga (AM), declarou nesta terça-feira (13) apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em nome dos senadores do partido, e saiu em defesa dos diretórios estaduais que também apoiam a reeleição do petista.
"Estamos declarando apoio à candidatura à reeleição do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin por todos os compromissos e avanços que tivemos e estamos tendo nas áreas social, da educação, da saúde, da infraestrutura, do desenvolvimento sustentável, da renda e do emprego", afirmou Braga.
Na tarde desta terça, 10 diretórios do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), das regiões Norte e Nordeste decidiram por apoiar a candidatura de Lula no segundo turno das eleições.
LEIA TAMBÉM: MDB racha no 2º turno: 16 diretórios apoiam Flávio Bolsonaro e 10 ficam com Lula Ao todo, os diretórios nos estados do Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia declararam o apoio.
Agora no g1 Braga ainda contou que até mesmo o ex-presidente da República, José Sarney, apoiou a decisão minoritária do partido no Brasil, após uma ligação telefônica que tiveram nesta terça.
"Meu filho, o MDB não pode, neste momento histórico, nesta quadra histórica, deixar de estar ao lado da liberdade, ao lado da democracia e ao lado da soberania", disse Sarney à Eduardo Braga.
Além deles, o senador da Paraíba reeleito, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), também pediu a palavra para declarar apoio ao presidente Lula.
"Me orgulho profundamente, quando vossa excelência assume essa tribuna, não diferente do que vossa excelência o é, para proferir, professar e fazer a leitura desses 10 diretórios que estão a reafirmar aquilo que foi presente na eleição de primeiro turno do nosso apoio ao presidente Lula", disse Veneziano.
Em seu discurso, o líder do partido no Senado ainda afirmou que se não fosse pelo apoio deles à Lula, uma ruptura democrática poderia ter acontecido ao longo dos últimos quatro anos, impossibilitando que reformas estruturantes, como a Tributária, fossem aprovadas.
"Nada disso teria acontecido se nós não estivéssemos vivendo uma democracia plena no Brasil.
Se o 8 de janeiro não tivesse falhado", completou Braga.
Na mesma linha, Veneziano acusou Flávio Bolsonaro de não querer a modernização da legislação tributária brasileira, afirmando que se ele for eleito vai mudar a base estrutural do que foi aprovado pelo Congresso em 2024.
"Estamos diante do risco, porque do outro lado, aquele que antagoniza o projeto reformulador, progressistas do presidente Lula, já disse em alto e bom som que haverá de rediscutir a reforma tributária, como se aquilo que nós, enquanto como Câmara e Senado, não estivéssemos a fazê-lo de uma forma democrática, participativa com a sociedade brasileira", concluiu.
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