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BC já tem estimativa de quantas empresas cripto vão pedir autorização, mas não revela número

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BC já tem estimativa de quantas empresas cripto vão pedir autorização, mas não revela número

O Banco Central (BC) buscou criar a regulamentação do mercado de criptoativos sem “comprimir” os diferentes modelos de negócio existentes no setor e está preparado para receber tanto um número grande quanto pequeno de pedidos de autorização quando as novas regras entrarem em vigor.

A avaliação é de Nagel Paulino, do Banco Central, que participou nesta quarta-feira (16) de painel sobre regulamentação no Digital Assets Conference (DAC) 2026.

Segundo ele, um dos principais desafios na elaboração das regras foi justamente acomodar a diversidade de empresas e atividades do mercado de ativos virtuais.

A estratégia adotada pelo BC foi regular as atividades e os riscos envolvidos, e não a tecnologia utilizada pelas empresas.

Embora o regulador tenha recorrido a analogias com atividades já existentes no sistema financeiro, Paulino afirmou que houve uma preocupação em preservar espaço para o desenvolvimento de novos modelos.

“A primeira coisa que a gente tinha era exatamente não comprimir o mercado e acompanhar atividade e risco”, afirmou.

BC já tem uma estimativa de quantas empresas devem procurar autorização Questionado sobre quantas empresas espera encontrar no mercado após o início do processo de autorização, Paulino evitou apresentar uma projeção, mas revelou que o BC já trabalha com estimativas.

Segundo ele, a autarquia realizou estudos e aproximações com associações e certificadores e tem “um número mais ou menos em mente”.

O BC, porém, se preparou para receber desde poucos até muitos pedidos.

“Nós nos preparamos para tantos quanto possível, ou para tão poucos quanto possível”, disse.

Paulino também reconheceu que nem todas as empresas interessadas em atuar no mercado brasileiro necessariamente procurarão o BC nesta primeira etapa.

Algumas podem optar por se preparar por mais tempo antes de entrar com o pedido de autorização, enquanto outras ainda podem chegar ao país posteriormente.

Por isso, segundo ele, o número inicial de pedidos não deve ser tomado como uma medida definitiva do tamanho do mercado regulado de criptoativos no Brasil.

A regulamentação estabelece um período de transição para as empresas que já atuam no país.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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