Após suspeita de desvio, hospital abre as portas para mostrar obras de R$ 9,8 mi
O Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, abriu as portas (automáticas e espelhadas) para mostrar que, de fato, investiu quase R$ 10 milhões em obras que deram cara nova ao local, além de ampliar os serviços disponíveis aos pacientes que vêm do SUS (Sistema Único de Saúde), planos de saúde e particular.
Criada em 1956 e erguida em terreno doado por Elmíria, que é lembrada num quadro na nova recepção, a unidade hospitalar é apontada pela Operação Dirty Pix, liderada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) como rota para desvio de dinheiro, incluindo a obra de R$ 9,8 milhões, custeada pela Itaipu Binacional (R$ 8,5 milhões) e pela Prefeitura de Sidrolândia (R$ 1,3 milhão).
O presidente do hospital está preso e renunciou ao cargo.
De acordo com a diretora administrativa Amanda Bueno Basso, a obra foi fiscalizada pela Itaipu, que enviava um fiscal todo o mês para medir a execução e liberava os recursos conforme cada etapa.
Ela está no cargo há um ano e três meses.
“Na cidade, quem conhecia o hospital e vê o que é hoje, verifica que o valor da reforma foi investido.
Quando tem desvio, a obra não acaba.
A prestação de contas para a Itaipu foi feita.
É um convênio bem exigente.
O fiscal de obras vinha mensalmente de Foz do Iguaçu”.
O hospital faz até 1.500 atendimentos pelo SUS por mês e ampliou as cirurgias após as obras, entregues em dezembro de 2025.
Conforma a diretora, foram 500 cirurgias em 2023.
Em junho deste ano, o total tinha superado mil procedimentos.
“Uma coisa que mudou muito foram os partos, antigamente não se fazia parto na cidade.
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