Da Doutrina Monroe à ‘Donroe’: o que mudou na política dos EUA para a América Latina
Mais de 200 anos depois da Doutrina Monroe, Donald Trump retomou a ideia de que os Estados Unidos devem exercer papel predominante no Hemisfério Ocidental e adaptou essa lógica a novas prioridades.
A chamada “Doutrina Donroe” — apelido que mistura Trump à Doutrina Monroe — passou a orientar uma política mais assertiva para a América Latina, com foco em cartéis, imigração, presença chinesa, recursos estratégicos e cooperação militar.
Brasil tenta impedir o avanço de candidatos ligados ao crime organizado nas urnas O que foi a Doutrina Monroe A Doutrina Monroe surgiu em 1823, durante o governo de James Monroe, com o objetivo de impedir novas intervenções europeias nas Américas.
A formulação original era principalmente defensiva, mas mudou no início do século 20, e Washington passou a reivindicar o direito de intervir diretamente em países da região em determinadas situações.
É dessa versão mais intervencionista que a política atual de Trump se aproxima.
Classificação do PCC e CV como terroristas eleva risco para bancos e fintechs O governo americano, sob tutela de Donald Trump, passou a tratar cartéis de drogas e organizações criminosas transnacionais como ameaças à segurança nacional.
A mudança amplia o espaço para sanções, operações de inteligência, cooperação militar e, em alguns casos, ações diretas contra grupos considerados terroristas.
A imigração também ganhou papel central.
Para Washington, o controle da fronteira sul deixou de ser apenas uma questão doméstica e passou a ser apresentado como parte de uma estratégia regional de segurança.
Países latino-americanos são pressionados a reforçar o controle migratório, aceitar deportados e colaborar no combate ao tráfico de pessoas.
Outro elemento é a disputa com a China.
Os Estados Unidos tentam limitar a presença chinesa em portos, redes de telecomunicações, infraestrutura, energia e mineração.
A preocupação não é apenas econômica: Washington teme que investimentos estratégicos ampliem a influência política e militar de Pequim no continente.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.