Bahia lidera turismo no Nordeste e Salvador se destaca em rota do Airbnb
Salvador tem ampliado sua rota de turistas nacionais.
Eleita como uma das cidades mais procuradas pelos hóspedes que visitam o Nordeste, a metrópole movimentou mais de R$ 2,1 bilhões na economia local em 2025, como mostram os dados divulgados em um estudo da plataforma de hospedagem Airbnb, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).O crescimento é de quase 13% em relação ao ano anterior, número que também reflete no PIB (Produto Interno Bruto) da cidade.
Só em 2025, as hospedagens do Airbnb contribuíram com mais de R$ 1,17 bilhão e geraram quase R$ 589 milhões em renda, sustentando cerca de 13 mil postos de trabalho ao longo do ano.Diretora geral do Airbnb para a América do Sul, Fiamma Zarife confessou que a empresa pretende focar cada vez mais no investimento de acolhimento para os hóspedes e geração de renda para a cidade, que foi considerada a primeira capital do país.“Este ano lançamos no Brasil funcionalidades que estavam sendo utilizadas globalmente, como o Welcome Pickup, que é o transporte que garante ida e vinda para o aeroporto e também o famoso guarda-volumes, que sempre foi uma dor de cabeça com relação a antes e depois do check-in”, contou ela durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, 20.“Além da funcionalidade do aluguel do carro em todas as capitais, para os hóspedes curtirem a cidade com tudo o que tem direito, sem se prender a carros por aplicativo ou transporte público”, completou.Perfis dos anfitriões Imagem ilustrativas de hóspedes e anfitrião - Foto: Ilustrativa | Magnific Dentre os períodos de maior incidência de hospedagem na capital baiana estão as datas das festas populares, como Carnaval, Lavagem do Bonfim e Festa de Yemanjá.
Quase 40% dos anfitriões soteropolitanos entrevistados pelo Airbnb revelaram que costumam receber hóspedes por causa dos eventos tradicionais.E o perfil destes anfitriões varia a depender do bairro, seja economicamente ou de gênero.
Ainda de acordo com o estudo da FGV, 75% destas pessoas não possuem as hospedagens como renda principal e 80% anunciam as temporadas em imóveis próprios ou da família.60% desta rede de pessoas se identificam como mulheres, taxa que é maior do que em todo o Brasil, que possui 54% das anfitriãs do sexo feminino dentro do Airbnb.
Além de uma porcentagem de 20% de aposentados que locam suas casas por temporada.
Movimentação localNem só de renda gerada por hospedagens vive o Airbnb.
A plataforma de locação de imóveis também ajuda a movimentar a economia local, com indicações de estabelecimentos de alimentação, saúde, cuidados básicos e lazer, que costumam ser fornecidos pelos anfitriões.Essas indicações geram um aumento de vendas nos comércios regionais e consequentemente uma taxa crescente na economia turística.
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