Mulher que fingiu ser criança e enganou família passa por audiência em SC
O TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) realizou hoje a audiência de instrução e julgamento de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, presa em Joinville (SC) após fingir ter 12 anos e ser acusada de enganar uma família.
Sessão começou de forma presencial em Joinville às 18h. Amanda responde por estelionato e falsa identidade após uma denúncia oferecida pelo Ministério Público. O processo segue em segredo de justiça.
Testemunhas e peritos foram ouvidos durante o julgamento. Entre os depoentes estão o casal que adotou Amanda, o filho deles, como testemunha de acusação, um policial civil também arrolado pela acusação e dois assistentes técnicos da defesa — um psiquiatra forense e uma psicóloga.
Ministério Público pediu condenação de Amanda, enquanto defesa, a absolvição. Juiz informou que a sentença deve ser proferida em até cinco dias. A defesa também pediu a revogação da prisão preventiva, mas o Ministério Público se manifestou contra. O magistrado afirmou que vai analisar o pedido de liberdade junto com a sentença.
O caso ganhou repercussão nacional em junho. Na ocasião, Amanda foi presa em flagrante na casa da família que a acolheu em Joinville. Ela viveu por 14 meses com as vítimas, como se fosse uma filha adotiva.
A defesa reitera sua confiança no Poder Judiciário e aguarda a decisão no prazo fixado. Advogados Sarita Henrique de Paiva e Lúcio Sousa em nota enviada ao UOL
Polícia afirma que mulher chegou à família após procurar uma igreja. Na ocasião, ela relatou ao pastor que estava fugindo de maus-tratos. Sem documentos e se apresentando como adolescente, ela foi acolhida pela comunidade religiosa, que também a ajudou financeiramente.
Mulher viveu por 14 meses como filha adotiva. A família acreditava estar acolhendo uma menina que teria fugido do Pará devido aos maus-tratos. Durante esse período, ela dizia se chamar "Gabriele" e foi tratada como uma menor de 18 anos dentro de casa.
Ela teria alegado falsamente ter autismo e outras condições clínicas. A investigação diz que ela também afirmava que os traços físicos seriam consequência de uso forçado de hormônios na infância e relatava ter sido abusada.
Encenação incluiu uma comemoração para marcar o suposto aniversário de 12 anos, segundo a Polícia Civil. A família também montou um quarto com decoração e chegou a fornecer remédio para emagrecer para a mulher.
O casal só procurou a polícia no final de maio. Na época, uma tia fez buscas na internet e encontrou reportagens sobre crimes que ela teria cometido em outros estados. Amanda confessou que aplicou o mesmo golpe Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Ceará.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.