O almoço secreto e regado a whisky de Lula com caciques do Centrão no Rio
O ato no estádio Moça Bonita, em Bangu, não foi o único compromisso do presidente Lula (PT) no Rio de Janeiro durante o final de semana.
Ele também participou de um almoço na Gávea Pequena, residência do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), com aliados políticos e caciques da Baixada Fluminense, região que concentra a maior fatia do eleitorado fora da capital.
No cardápio, para o deleite dos convidados, churrasco regado a whisky e muitas negociações para alavancar Lula no estado.
O evento fora da agenda foi articulado por Eduardo Paes (PSD), candidato apoiado pelo petista ao governo.
Desta vez, a reunião não ficou restrita aos “companheiros” de sempre.
Até o bolsonarista Washington Reis (MDB), ex-prefeito de Duque de Caxias, que indicou a irmã, Jane Reis, para ser vice de Paes, participou do evento a portas fechadas.
Os deputados Dr.
Luizinho (PP), Áureo Ribeiro (MDB) e Luciano Vieira (PSDB), o ex-prefeito de Magé Renato Cozzolino (DC) e o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) também compareceram ao almoço.
Figuras carimbadas estavam lá: além do próprio Paes e do anfitrião Cavaliere, foram convidados Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), candidatos do Senado na chapa do ex-prefeito carioca, o ex-governador Luiz Fernando Pezão (MDB), que hoje comanda a pequena Piraí, e o vice-presidente do PT Washinton Quaquá.
“O importante é que Eduardo amplia o arco do Lula no Rio.
Traz uns e neutraliza outros.
Estamos construindo um pacto pelo Rio”, afirma Quaquá, que não quis confirmar o teor das conversas.
Uma fonte presente na confraternização relatou a VEJA que o encontro foi uma forma de Eduardo Paes costurar apoios velados a Lula na Baixada Fluminense.
Embora lideranças da região se recusem a pedir votos abertamente para o presidente, por temerem desgates junto ao eleitor de direita, políticos teriam se comprometido a boicotar discretamente a campanha de Flávio Bolsonaro .
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