Plenário do Senado discute proposta sobre o fim da escala 6x1
Plenário do Senado discute PEC do fim da escala 6x1 O plenário do Senado discutiu, na noite desta quarta-feira (14), a proposta sobre o fim da escala 6x1.
Assim que chegou ao Senado, o presidente Davi Alcolumbre, do União Brasil, afirmou que os dois turnos da PEC seriam votados nesta quarta-feira (14).
Como a proposta muda a Constituição, são necessárias pelo menos duas votações com o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores.
Ao abrir a quinta e última sessão de discussão da proposta, Alcolumbre defendeu o diálogo.
“É legítimo que haja dúvidas e preocupações.
Cabe ao Senado Federal oferecer espaço para este debate e, sobretudo, decidir com serenidade.
O Parlamento tem a responsabilidade de enfrentar os grandes temas nacionais.
E é exatamente isso que nós estamos fazendo no dia de hoje”, diz Davi Alcolumbre, do União Brasil-AP, presidente do Senado Federal. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O senador Eduardo Braga, do MDB-AM, líder do partido, defendeu a PEC com a redução da jornada: “A jornada de 44 horas semanais vigora desde a Constituição de 1988 e não reflete mais a realidade do mundo do trabalho, profundamente transformado pela tecnologia, pela automação, por novas normas e novas formas de organização produtiva.
Esta PEC reduz a jornada para 40 horas e garante dois dias de descanso por semana, sem redução de salário.
A redução da jornada é medida de proteção à saúde física e mental do trabalhador, de valorização do convívio familiar e de estímulo à produtividade, porque o trabalhador descansado produz mais e produz melhor”.
Plenário do Senado discute proposta sobre o fim da escala 6x1 Jornal Nacional/ Reprodução O senador Varderlan Cardoso, do PSD-GO, afirmou que a proximidade das eleições prejudicou o debate sobre a proposta e criticou o uso do tema como instrumento de disputa política: “Quando um tema de interesse nacional vira disputa de palanque, o Brasil perde.
Perde porque o debate deixa de ser sobre o que é melhor para o país e passa a ser sobre o que rende mais votos.
Perde porque o eleitor é confundido, recebe meia verdade de um lado e meia verdade de outro e, no fim, não sabe mais em quem acreditar.
E perde porque decisões sérias passam a ser tomadas pelo relógio da eleição e não pela necessidade das pessoas.
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