Marina diz que Flávio “deixa um país livre” e o chama de covarde por fuga aos EUA
A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), criticou, nesta quarta-feira (28), o ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que deixou o Brasil após perder a eleição.
Em vídeo publicado no Instagram, Marina afirmou que ele não aceita o resultado das urnas e simula perseguição política.
Segundo ela, Flávio Bolsonaro foi para os Estados Unidos e, de lá, declarou-se o verdadeiro presidente eleito e disse que o Brasil vive um regime de exceção.
Marina também citou que ele afirmou não ter fugido do país, mas “saído pelo Brasil”.
Para a deputada, o episódio tem um nome: “simulacro”.
Marina comparou a situação ao período da ditadura militar, quando, segundo ela, brasileiros eram obrigados a deixar o país por falta de liberdade.
Ela lembrou que muitos foram perseguidos, torturados, banidos e exilados, e que o regime tinha um slogan que dizia “Brasil, ame-o ou deixe-o”.
Para a deputada, a família Bolsonaro, que exaltou a ditadura em diversas ocasiões, agora faz o caminho inverso.
“Na ditadura, brasileiros deixavam o Brasil porque não tinham liberdade.
Hoje, Flávio Bolsonaro deixa um país livre porque não aceita os limites da liberdade e da democracia”, declarou.
A ex-ministra afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito de forma legítima, com diferença de mais de 4,4 milhões de votos.
Ela disse ainda que o restante do discurso de Flávio Bolsonaro é “choro de perdedor e golpista”.
Marina disse que o ex-candidato escolheu seus “negócios espúrios, investigados pela Justiça”, em vez de honrar os votos que recebeu nas urnas.
Ela não detalhou quais negócios nem quais investigações se referem à declaração.
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