Flávio Dino retira sigilo do STF e PF aponta Raimundo Cutrim em esquema de suborno após homicídio de empresário no Maranhão
Documentos apontam papel do ex-secretário de Segurança do Maranhão, Raimundo Cutrim, em suposta coação de testemunhas e repasses em espécie a familiares de investigados presos
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) , Flávio Dino , retirou nesta sexta-feira (14) o sigilo sobre três decisões que envolvem integrantes da cúpula política do Maranhão, revelando apurações sobre suspeitas de corrupção, desvios de emendas parlamentares, coação de testemunhas e obstrução de Justiça.
Nos documentos, a PF (Polícia Federal) descreve a estrutura investigada como um “ecossistema empresarial criminoso”, apontando medidas que buscavam impedir o avanço das apurações policiais e garantir o “silêncio absoluto” sobre a suposta participação de agentes públicos e integrantes da família Brandão em crimes que incluem corrupção e um homicídio.
O ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Cutrim, alvo da PF em uma operação de busca e apreensão autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes , é apontado pelos investigadores como coordenador de um núcleo de contrainteligência que teria pago subornos para garantir o silêncio sobre o assassinato em 2022 do empresário João Bosco Sobrinho Pereira, ocorrido em São Luís ( MA ). As informações são do Metrópoles.
Cutrim teria usado de sua experiência como delegado aposentado para atuar na coação de testemunhas, isto é, utilizando uso de violência ou grave ameaça contra envolvidos no processo para influenciar depoimentos e favorecer interesses próprios ou de terceiros, em tentativas de suborno e em fraudes processuais.
A investigação aponta que Raimundo Cutrim teria repassado cerca de R$ 160 mil em espécie a familiares de investigados presos. De acordo com a PF, o ex-secretário de Segurança do Maranhão atuava como interlocutor estratégico da família Brandão para impedir que investigados fizessem acordos de colaboração com o STF.
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