Raquel Lyra é de esquerda ou direita?
Raquel Lyra , candidata à reeleição ao governo de Pernambuco pelo PSD, tem uma imagem ligada ao campo progressista, mas mantém posições e alianças que a aproximam mais ao centro do espectro político e de alguns setores da direita brasileira.
A trajetória de Lyra começou em 2010, quando foi eleita deputada estadual de Pernambuco pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), então uma das principais forças políticas do estado sob a liderança do governador Eduardo Campos, que governou Pernambuco entre 2007 e 2014; já em 2014, ela se reelegeu com a terceira maior votação para o cargo naquele pleito, com pouco mais de 80 mil votos e uma atuação parlamentar que combinava pautas de inclusão social e direitos de pessoas com deficiência com propostas relacionadas à segurança e à administração pública.
Entre os projetos apresentados por Raquel estava uma proposta que reservava 10% dos contratos de aprendizagem de órgãos e entidades conveniados com o governo estadual para adolescentes com deficiência, aprovada pela Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Alepe em 2016.
Outro projeto de sua autoria pretendia obrigar empresas organizadoras de concursos públicos a utilizar detectores de metais durante a aplicação das provas, sob o argumento de combater fraudes e preservar a impessoalidade e a moralidade dos concursos.
Em 2013, Lyra tornou-se a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Ela foi reconduzida ao cargo para o biênio seguinte.
A deputada também participou de outras comissões da Assembleia, incluindo Meio Ambiente e Negócios Municipais, além de integrar a Comissão de Ética como suplente.
Ainda durante a passagem pelo PSB, Raquel ocupou a Secretaria da Criança e da Juventude de Pernambuco no governo Eduardo Campos.
Durante a gestão, foram criados programas como o Minha Certidão, as Casas da Juventude e o Esporte Educacional Seguro e Inclusivo.
A mudança veio em 2016, quando ela deixou o Partido Socialista Brasileiro (PSB) para ingressar no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), devido a uma divergência com a direção do partido em torno de sua candidatura à Prefeitura de Caruaru.
Raquel havia assumido a presidência do PSB em Caruaru com a expectativa de disputar a prefeitura, mas não recebeu o aval da legenda para concorrer.
Outros desgastes internos ocorreram com aliados na Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Em seguida, ela se filiou ao PSDB e disputou a Prefeitura de Caruaru pelo partido, e foi eleita em 2016 e reeleita em 2020.
A mudança para o PSDB veio como uma alternativa para sua candidatura municipal e permitiu que Raquel disputasse a Prefeitura de Caruaru em 2016.
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