A cantora gospel que saiu do partido de Pazolini para o palanque de Ricardo
Em 2022, a cantora gospel Bruna Olly foi candidata a deputada federal pelo Republicanos, partido do então prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini. No segundo turno da eleição pelo governo do Espírito Santo, no mesmo ano, apoiou Carlos Manato (PL) contra Renato Casagrande (PSB). De maio de 2024 a agosto de 2025, ela integrou a gestão de Pazolini como subsecretária da Mulher, ligada à Secretaria de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho. Mas, desde março de 2026, Bruna Olly está filiada ao MDB do governador Ricardo Ferraço. O ex-prefeito e o emedebista são adversários na disputa pelo Palácio Anchieta. E Bruna já fez sua escolha, como a nova sigla indica. Ela até apareceu, na sexta-feira (21), em um vídeo publicado nas redes sociais ao lado do prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, presidente estadual do MDB. "O melhor para a nossa cidade, para governador, é Ricardo Ferraço, número 15. E Renato Casagrande para senador, número 400", afirmou a cantora, em uma declaração de apoio inequívoca. Bruna Olly não é candidata em 2026 e tampouco ocupa um cargo público. "Eu que fiz o convite (para que ela se filiasse ao MDB). É uma referência dentro das igrejas evangélicas no estado", afirmou Euclério. A coluna perguntou à cantora o motivo da mudança de palanque.
Estou apoiando Ricardo e Renato, não seria possível permanecer no Republicanos. Acredito que o estado está indo bem (sob a gestão de Casagrande/Ricardo), então fiz essa opção
O único pormenor é o apoio a Casagrande, um homem de centro-esquerda. Mas a aliança casagrandista é mesmo bastante ampla e diversa. Inclui, por exemplo, o já citado Euclério, que se define como conservador. "Entendo que nosso estado é mais voltado à direita, mas preza pela boa gestão", avaliou a cantora gospel. Até hoje, como lembrou meu colega Vitor Vogas , os eleitores do Espírito Santo nunca elegeram um governador incontestavelmente de direita. Como Pazolini e Ricardo são, hoje, os candidatos mais competitivos na corrida pelo Palácio Anchieta, é provável que essa escrita seja quebrada em 2026. Mais colunas de Letícia Gonçalves
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