Justiça autoriza exame de insanidade mental de Bigodini e suspende audiência em Ribeirão Preto, SP
Vereador Bigodini Reprodução/EPTV A Justiça autorizou a realização do exame de insanidade mental e dependência química no vereador de Ribeirão Preto (SP) Roger Ronan da Silva (MDB), o Bigodini, e suspendeu a audiência de instrução e julgamento do processo contra ele que estava marcada para esta segunda-feira (19).
A decisão ocorreu após a defesa do parlamentar apresentar documentos e laudos particulares que apontam problemas mentais no réu.
Diante disso, a Justiça dispensou testemunhas e determinou o agendamento urgente do exame pericial.
A sessão cancelada nesta segunda-feira (19) era a terceira tentativa do judiciário local de realizar a audiência de instrução do caso.
O parlamentar responde ao processo em liberdade pelas acusações de embriaguez ao volante, falsidade ideológica, fraude processual e direção perigosa. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A ação penal foi movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e traz também como ré a ex-namorada de Bigodini, Isabela de Cássia de Andrade Faria.
Com o deferimento do incidente de insanidade mental em relação ao vereador, o andamento da ação penal contra ele permanece oficialmente suspenso até a emissão e juntada do laudo pericial médico-legal definitivo.
Audiência do vereador Bigodini acontece nesta segunda-feira (19), em Ribeirão Preto, SP LEIA TAMBÉM Defesa de Bigodini pede exame de insanidade mental antes de audiência em Ribeirão Preto Vereador Bigodini volta à Câmara de Ribeirão Preto após suspensão de 180 dias Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto aprova suspensão de Bigodini por 180 dias Vereador Bigodini mentiu e dirigia embriagado carro no momento do acidente, conclui polícia Pedido de insanidade mental O requerimento para a instauração do incidente de insanidade mental foi protocolado pela advogada Maria Cláudia de Seixas, responsável pela defesa do vereador, com fundamento no artigo 149 do Código de Processo Penal (CPP).
A petição foi instruída com um parecer técnico psiquiátrico forense e psicológico particular elaborado a partir de entrevistas e exames das funções mentais do réu.
De acordo com o documento defensivo, os pareceristas concluíram que, à época dos fatos investigados, Roger Bigodini estava acometido por adoecimentos mentais graves — indicando diagnósticos prévios como Síndrome de Dependência do Álcool (CID-10 F10.2), Transtorno de Ansiedade Generalizada (CID-10 F41.1) e Intoxicação Aguda por uso de álcool (CID-10 F10.0).
A defesa alegou que tais quadros afetaram a higidez mental e comprometeram as capacidades de entendimento e determinação do acusado no momento dos atos.
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