UPA retira antena de TV após pacientes serem expostos a conteúdo adulto durante espera por consulta em MG
UPA Formiga Prefeitura/Divulgação A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Formiga, no Centro-Oeste de Minas, retirou o equipamento que permite a transmissão de canais da televisão instalada na recepção após pacientes serem expostos a conteúdo adulto enquanto aguardavam atendimento.
O caso ocorreu na madrugada de domingo (30). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o televisor estava sintonizado em um canal aberto que exibia lutas.
Em seguida, a emissora passou a transmitir um programa destinada ao público adulto.
O Município informou que, após analisar as imagens do sistema de monitoramento da unidade, não identificou crianças na sala de espera durante a exibição do conteúdo impróprio para menores de 18 anos.
De acordo com a Prefeitura de Formiga, a profissional que trabalhava na recepção no momento precisou deixar o posto por alguns instantes para avisar a equipe de enfermagem sobre a chegada de pacientes.
Nesse período, a TV permaneceu ligada no mesmo canal e passou automaticamente para a programação seguinte da emissora.
Segundo a Secretaria de Saúde, a profissional não foi avisada imediatamente sobre a mudança na programação.
Ao retornar ao posto e perceber o conteúdo exibido, ela desligou a televisão.
A Secretaria de Saúde afirmou que não encontrou indícios de que servidores ou colaboradores tenham exibido o conteúdo de forma intencional.
Também não foram identificados celulares ou outros dispositivos conectados à TV para transmitir a programação.
Medida adotada Agora no g1 Após a apuração, a Secretaria Municipal de Saúde decidiu retirar o dispositivo que permite a recepção de canais abertos do televisor da UPA.
Conforme o Município, o aparelho continuará na recepção, mas passará a exibir apenas conteúdos educativos e institucionais adequados ao ambiente de saúde.
Em nota, o secretário municipal de Saúde, Wender Antônio de Oliveira, afirmou que, apesar de não terem sido encontrados indícios de ação intencional, o episódio mostrou a necessidade de ampliar o controle sobre os equipamentos instalados nas áreas de espera.
“Independentemente de não ter sido identificada ação intencional de profissional da unidade, a Secretaria Municipal de Saúde reconhece que conteúdo dessa natureza é incompatível com o ambiente de uma unidade pública de saúde”, informou a Secretaria.
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