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Antes desta descoberta, cirurgia significava dor: o avanço que mudou para sempre a história da medicina

Olhar Digital ·
Antes desta descoberta, cirurgia significava dor: o avanço que mudou para sempre a história da medicina

Submeter-se a uma cirurgia no passado era como participar de um filme de terror.

Sem métodos para evitar a dor, o recurso era a última e mais desesperada tentativa de salvar a vida de um paciente em agonia.

Antes de meados do século XIX, os procedimentos cirúrgicos eram extremamente limitados.

Os médicos atuavam apenas superficialmente no corpo, fazendo amputações rápidas ou retirando pedras da bexiga.

O interior do abdômen, tórax e crânio permanecia completamente intocável pela medicina.

A agilidade do cirurgião determinava o sucesso da intervenção.

Os pacientes precisavam ser amarrados ou segurados por homens fortes para não fugirem.

Muitos desmaiavam de tanta agonia, enquanto outros morriam na própria mesa de operação em decorrência do trauma avassalador.

De acordo com a Federação Mundial das Sociedades de Anestesiologistas, relatos da época mostram pacientes em pânico tentando escapar antes do primeiro corte.

Em um dos casos, um homem correu pelo corredor e se trancou no banheiro.

O cirurgião precisou arrombar a porta para carregá-lo de volta à sala de cirurgia.

Em 1841, um jornal de Nova York, nos EUA, descreveu a amputação da perna de um jovem de quinze anos.

O garoto gritava terrivelmente enquanto a lâmina atravessava a carne, com o sangue jorrando aos litros e seu pai segurando sua mão em lágrimas .

A primeira demonstração pública da anestesia com éter, realizada em 16 de outubro de 1846, no Massachusetts General Hospital, em Boston. – Crédito: Reprodução/Robert C.

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