Caso Master completa um mês parado na presidência do STF; entenda
O caso envolvendo o antigo Banco Master completa um mês parado na presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), desde que o ministro Edson Fachin, assumiu a relatoria das investigações e direcionou os processos para o seu gabinete.
Desde o dia 12 de setembro, Fachin tem represado a análise de pedidos de liberdade de investigados e de outros processos sobre o caso, que aguardam um despacho do ministro.
Na semana passada, por exemplo, a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro voltou a solicitar ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) que libere para análise o pedido de liberdade do antigo dono do Master para o ministro André Mendonça, antigo relator do caso, tomar uma decisão sobre o assunto.
Além de Vorcaro, outros quatro investigados presos pediram a análise de recursos pendentes contra suas prisões preventivas.
Em seus pedidos, as defesas dos investigados citam a demora na análise dos recursos e a indefinição sobre a condução dos processos após a suspensão determinada pelo presidente do Supremo.
Leia Mais PF: Ibaneis agiu de forma direta para viabilizar compra do Master pelo BRB Sarney passa por cirurgia após sentir dor abdominal; quadro é estável Fachin faz pente-fino em 104 casos antes de arquivar inquérito de fake news Sessão de embate pública A crise no STF se aprofundou na sessão extraordinária de 15 de setembro, quando o plenário da Corte discutiu se procedimentos que envolvem Alexandre de Moraes e André Mendonça, relacionados às investigações sobre o Banco Master, deveriam ser analisados em conjunto.
O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
O pedido de vista também levou Fachin a retirar da pauta o julgamento sobre a atuação de Mendonça, inicialmente marcado para 23 de setembro.
Dino tem até dezembro para devolver o processo.
Até que o plenário resolva a questão, permanece indefinido se os casos serão examinados conjuntamente.
Próximos passos A expectativa é que os processos relacionados ao Master tenham um avanço nesta semana, quando a PF (Polícia Federal) deve entregar a Fachin um relatório com menções a integrantes da Corte no caso.
Em ofício encaminhado à coorporação no início de outubro, Fachin disse que dará os “encaminhamentos devidos” assim que a Presidência do tribunal receber relatório ou conjunto de informações que apresente integralmente os fatos relacionados ao episódio, “sem exceção de pessoa”.
O presidente do STF defendeu que as investigações respeitem tanto a autonomia das duas instituições quanto às competências do próprio Supremo, de modo que “todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, sem qualquer exceção de fato ou de pessoa”.
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