Cartela em chinês com texto que identifica produto como 'bala' leva a investigação sobre possível remédio falso para câncer no RS
Paciente com câncer recebe remédio importado e polícia investiga falsificação A Polícia Civil investiga a suspeita de falsificação de um medicamento importado utilizado por um paciente de Nova Esperança do Sul, na Região Central do Rio Grande do Sul. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O caso veio à tona depois que o homem, que fazia um tratamento oncológico, desconfiou da eficácia do remédio e decidiu procurar o médico que o acompanha há anos.
Segundo a investigação, o paciente utilizava a medicação havia cerca de 20 dias quando percebeu que algo não parecia normal.
"Na opinião dele, [o remédio] não estaria respondendo ao tratamento e por isso ele procurou um médico.
Nesse atendimento, eles perceberam que a cartela de uma dessas medicações não seria compatível com o medicamento original", aponta o delegado Paulo de Abreu.
De acordo com o delegado Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), um dos indícios observados estava na cartela do medicamento.
Embora a embalagem não apresentasse irregularidades aparentes, a cartela continha inscrições em chinês, o que levantou suspeitas sobre a origem do produto.
A medicação fazia parte de um novo tratamento contra o câncer.
Como o remédio não é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o paciente obteve o fornecimento por meio de uma decisão judicial.
O fabricante informado é um laboratório alemão com atuação no Brasil.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Esperança do Sul informou que não adquiriu o medicamento.
Segundo o município, os remédios foram enviados pela empresa importadora diretamente para a residência do paciente.
A importação foi realizada por uma empresa sediada em Itajaí, no Litoral de Santa Catarina.
Conforme a polícia, as inscrições encontradas remetiam a um produto de origem chinesa e até mesmo a um doce, o que aumentou as suspeitas sobre a procedência do material.
O medicamento Paciente com crecebe remédio importado por decisão judicial e polícia investiga falsificação Divulgação/ Polícia Civil O oncologista Vinícius Lorandi, do Hospital São Lucas da PUCRS, analisou fotografias do medicamento divulgadas durante a investigação.
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