Sócio da PixBet é preso pela PF em operação contra lavagem de dinheiro na Paraíba
O sócio da empresa de apostas esportivas PixBet Diomar Tadeu Dantas de Farias foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (17), durante a segunda fase da Operação Arena.
O empresário foi localizado no município de Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba, e será transferido para Campina Grande. A ação cumpriu um mandado de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão.
O detido é primo do proprietário da operadora de apostas, Ernildo Júnior. Na etapa inicial da investigação, o dono da empresa teve o veículo e o celular apreendidos pela corporação.
Deflagrada em agosto, a Operação Arena apura esquemas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. As apurações são conduzidas em conjunto com o Ministério Público da Paraíba e a Receita Federal.
Na primeira fase, agentes cumpriram 19 mandados nos estados de Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça decretou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens do grupo.
As investigações indicam que os valores arrecadados eram enviados para uma firma de fachada em Curaçao. O montante retornava ao país mediante emissão de notas fiscais por serviços não realizados.
A sede da marca, localizada no município de Campina Grande, figurou entre os alvos de buscas. O advogado Nelson Wilians também foi abordado em São Paulo.
A defesa do jurista alegou prestação de serviços estritamente profissional. A plataforma informou, na ocasião, ter sido surpreendida pela medida cautelar.
Em sua página oficial, o negócio se apresenta como "um site de jogos online que foi criado por um grupo de profissionais de iGaming". O serviço oferece recursos de cassino "com saque rápido via Pix".
A empresa coleciona desdobramentos comerciais e judiciais recentes. Em julho, a Justiça da Paraíba determinou a suspensão liminar de suas atividades em todo o território nacional por falta de mecanismos de proteção a menores.
No âmbito esportivo, o Flamengo rescindiu o contrato de patrocínio em agosto de 2025 devido a atrasos nos repasses. O Corinthians encerrou a parceria em 2024 e cobra multa rescisória de R$ 20 milhões.
O grupo empresarial administra o Serra Branca Esporte Clube e detém a Arena Vaquejada PixBet, em Gurinhém. O espaço de 600 hectares sediou eventos com premiações superiores a R$ 1,4 milhão em 2025.
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