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O que acontece com o seu cérebro quando você não consegue parar de rir

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O que acontece com o seu cérebro quando você não consegue parar de rir

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Professora de psicologia cognitiva, University College London (Reino Unido)

Pesquisador sênior do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália e professor adjunto na Universidade de Parma

Você se lembra da última vez em que começou a rir e simplesmente não conseguiu parar? Talvez tenha sido em uma situação na qual você não deveria estar rindo de jeito nenhum.

Isso aconteceu com um de nós ao acompanhar um amigo a uma vara de família em meio a um desagradável processo de divórcio. O episódio terminou em uma corrida apressada até o banheiro, numa tentativa desesperada —e frustrada— de recuperar o controle. Não era exatamente o tipo de apoio emocional que esse amigo esperava receber!

Outro exemplo clássico é o dos comentaristas de críquete Brian Johnston e Jonathan Agnew, que riram tanto ao narrar a partida do dia, em 1991, que simplesmente não conseguiam falar. Mas como e por que isso acontece?

Na verdade, embora normalmente associemos o riso à diversão, a maior parte dele ocorre por outros motivos, de natureza social. Por exemplo, a probabilidade de você rir é 30 vezes maior quando está acompanhado do que quando está sozinho. E você ri mais se conhece a pessoa ao seu lado e gosta dela.

A maior parte do riso ocorre durante conversas, quando as pessoas podem rir por contágio —pegando o riso de outra pessoa. Estudos mostram que, ao vermos ou ouvirmos alguém rindo, isso pode desencadear o riso em nós quase automaticamente, favorecendo os vínculos sociais.

Muitas vezes, rimos para demonstrar concordância e compreensão e para estreitar laços de amizade —por exemplo, ao compartilhar lembranças. Também rimos para reduzir o estresse.

Em média, essas risadas comuns de uma conversa ocorrem cerca de seis vezes a cada dez minutos. São breves, têm um tom mais grave e tendem a começar e terminar rapidamente.

Esses tipos de riso, que chamamos de voluntários, são diferentes do riso incontrolável que nos deixa incapacitados e que não conseguimos impedir. As risadas incontroláveis ou involuntárias são mais longas e agudas, envolvendo guinchos e assobios estranhos.

Em nossa pesquisa mais recente, investigamos se esses dois tipos distintos de riso poderiam ter origem em sistemas cerebrais totalmente diferentes.

Ao tentar compreender as redes cerebrais que estão por trás da produção do riso, as coisas podem se complicar rapidamente.

Para começar, as pessoas se movimentam muito quando riem. Isso pode causar problemas para técnicas de neuroimagem, como a ressonância magnética funcional (fMRI). Também pode ser extremamente difícil fazer as pessoas rirem de maneira natural em condições de laboratório.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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