Região de Campinas tem paciente na fila por transplante há 9 anos: 'Debilita bastante'
Fila em SP tem mortalidade de 33% entre pacientes à espera de transplante de fígado A rotina do vendedor Fernando Silva, de Americana (SP), é marcada por sessões de hemodiálise que duram até quatro horas, pelo menos três vezes na semana.
Há nove anos na fila por um transplante de órgãos, ele ilustra o drama de mais de 29 mil pacientes que aguardam por uma cirurgia no estado de São Paulo.
O vendedor perdeu a função dos rins devido a um quadro de diabetes descoberto ainda na infância.
Na tentativa de solucionar os dois problemas de saúde de uma só vez, ele chegou a aguardar cinco anos por um transplante duplo.
"Quando eu fui chamado para fazer esse transplante [pâncreas e rim], chegando lá nos últimos exames, foi constatado que eu não podia fazer.
Então eu saí dessa fila e entrei para a fila só do rim", relembra o paciente.
Enquanto o chamado para a cirurgia não chega, o vendedor tenta se sustentar trabalhando em casa nos intervalos do tratamento, já que a filtragem do sangue por meio de agulhas o deixa fisicamente debilitado.
"Debilita bastante e é difícil eu conseguir sair", relata.
O vendedor Fernando Silva, de Americana (SP), espera na fila de transplante há nove anos Reprodução/EPTV Atualmente, a lista por um transplante em São Paulo contabiliza um aumento de 11% no número de pessoas em relação ao ano anterior.
O vigilante Julio Cesar, de 46 anos, de Campinas, voltou a compor a estatística em 2022, após já ter vivenciado a experiência de receber um novo rim no passado.
"Na pandemia eu acabei pegando Covid, fiquei mal, fiquei 36 dias na UTI e acabei perdendo o rim novamente", lamenta Julio.
Ele relata a dificuldade de voltar às severas restrições médicas.
"A gente fica ansioso.
Como é viver podendo beber água, ingerir líquidos normal e, de repente, ter que cessar tudo isso", desabafa.
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