Milei negou oportunismo eleitoral sobre Malvinas: 'Estupidez maiúscula'
O presidente argentino, Javier Milei, classificou como "estupidez maiúscula" a ideia de que a retomada da discussão sobre as Ilhas Malvinas esteja ligada a uma estratégia eleitoral.
Milei rejeitou críticas de que tema das Malvinas tenha motivação eleitoral. O presidente argentino afirmou que analistas políticos atribuem a retomada da discussão a razões de imagem e oportunismo, mas classificou essa interpretação como "um completo absurdo".
Analistas políticos dizem que insistimos na questão das Malvinas basicamente por razões de imagem e oportunismo político. Bem, isso é uma estupidez maiúscula, porque significa que eles nem sequer verificam os fatos.
É preciso ser muito estúpido, muito idiota, para pensar que se trata de algum tipo de manobra eleitoral quando é algo que estamos desenvolvendo há três anos. E houve um gatilho externo [comentário de Donald Trump de que estava revendo a posição sobre as Ilhas Malvinas, em 31 de agosto]. Javier Milei, em entrevista ao canal Neura
Argentina passou por um processo eleitoral relevante recentemente. Em outubro de 2025, o país realizou as suas eleições legislativas nacionais, que funcionaram como um termômetro político importante para o mandato de Milei. O próximo grande pleito nacional será em 2027, quando serão realizadas as eleições presidenciais.
A discussão internacional sobre a soberania das Malvinas ganhou força após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump. Ele disse não descartar uma revisão da posição de neutralidade americana e afirmou que não ajudaria o Reino Unido em um eventual conflito com a Argentina.
Os EUA reconhecem que o Reino Unido administra o arquipélago, mas não adotam posição formal sobre a soberania reivindicada pela Argentina. A maior parte dos países ocidentais mantém uma posição semelhante.
Em visita à Irlanda, Trump se ofereceu para mediar uma eventual disputa entre argentinos e britânicos. "Estou certo de que vão me chamar para intervir nesse potencial desastre. Mas, se o fizerem, provavelmente poderei resolvê-lo", afirmou.
A gestão argentina também pretende enviar ao Congresso um projeto chamado Lei de Defesa da Soberania Nacional. A proposta prevê alterar a lei 26.659 e aplicar multas a empresas que atuem sem autorização.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.