Atleta autista de Roraima encontra no wrestling caminho para superar desafios
A atleta de wrestling Laura Silvestre e seu pai e treinador, Anderson Braga, nos Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu (foto: Carol Coelho/COB) A atleta Laura Silvestre encontrou no wrestling uma oportunidade de superar desafios motores e sociais após receber o diagnóstico de autismo durante a pandemia.
A modalidade também aproximou a jovem do pai, Anderson Braga, que voltou a praticar o esporte depois de 15 anos afastado.
Juntos, eles participam dos Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu 2026, com Laura como competidora e Anderson como treinador da equipe de Roraima.
Na infância, Laura praticou judô por incentivo do pai, mas não se identificou com a modalidade.
A sensibilidade ao toque físico e as dificuldades de coordenação motora tornavam a prática esportiva um desafio.
O interesse pelo wrestling surgiu quando Anderson retomou os treinamentos em Boa Vista e passou a ensinar a luta olímpica a outros atletas.
Ao vê-lo treinar outras jovens, Laura pediu para aprender também.
Com a continuidade dos treinos, a atleta apresentou avanços na coordenação motora e na convivência social.
Segundo Anderson, a evolução da filha foi uma das principais motivações para continuar no esporte.
“No primeiro treino, ela tropeçava bastante.
Mas, quando pegou o gosto, evoluiu mais do que nas terapias.
E o mais interessante é que ela se orgulha da própria evolução”, relatou o treinador.
Projeto familiar A falta de estrutura para a prática do wrestling em Roraima levou Anderson a criar a federação estadual da modalidade, com o objetivo de viabilizar treinamentos e a participação de jovens em competições.
O projeto também conta com a colaboração do professor Everaldo Sarmento.
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