'Juro por Deus que sou inocente': como advogados avaliam depoimento de mulher acusada de matar filha envenenada
Advogados avaliam depoimento de mulher acusada de matar filha envenenada Acusada de matar a filha Nathália Garnica envenenada em Pontal (SP), Elizabete Arrabaça prestou depoimento à Justiça esta semana e chegou a jurar por Deus ao negar a autoria do crime.
Durante o interrogatório virtual, ela rebateu as denúncias, disse que poderia ficar cega se estivesse mentindo e acusou a filha mais velha de mentir em juízo para prejudicá-la.
Enquanto a defesa sustenta o peso do depoimento e a fragilidade de provas contra ela, a acusação aponta contradições que podem pesar contra a ré ao longo do processo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp "O juiz vai avaliar todas as provas que estão sendo produzidas, todos os depoimentos das testemunhas e também dela que é parte, para depois dar a sua sentença de pronúncia ou não", afirma o advogado João Pedro Silvestrini, especialista em direito penal que não atua na ação.
Elizabete Arrabaça diz que filha mais velha mentiu em depoimento que investiga morte de Nathália Garnica, em Pontal (SP) Reprodução/TJSP A morte da nora e a prisão em Tremembé Elizabete Arrabaça está presa preventivamente na Penitenciária de Tremembé desde 20 de agosto do ano passado.
A prisão ocorreu inicialmente devido às investigações da morte da nora, a professora de pilates Larissa Rodrigues em Ribeirão Preto (SP).
Nathália Garnica, filha mais nova de Elizabete, morreu aos 42 anos no dia 9 de fevereiro de 2025, em Pontal, onde residia.
Inicialmente, o óbito tinha sido registrado como morte natural.
Mas, após as investigações sobre a morte de Larissa apontarem envenenamento por "chumbinho", a polícia decidiu exumar o corpo de Nathália devido à proximidade de tempo entre os casos e ao fato de Elizabete ter sido a última pessoa a estar com as duas vítimas em vida.
Em junho de 2025, o laudo toxicológico confirmou que Nathália também havia sido envenenada.
Os processos correm separadamente, e os julgamentos ainda não têm data marcada.
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