Desafio não é IA, mas repensar modelo de negócios, diz especialista
No evento Universo TOTVS 2026, realizado em São Paulo, George Westerman, do MIT Sloan School of Management, concedeu entrevista ao CNN Cast para debater os impactos da inteligência artificial no mundo corporativo e no mercado de trabalho.
O especialista abordou como as empresas devem se preparar para uma transformação profunda impulsionada pela IA.
Para Westerman, a inteligência artificial já é uma realidade presente, mas o desafio das organizações está em compreender como extrair valor concreto dessa tecnologia .
“A IA não produz valor por si só nas empresas”, afirmou.
Segundo ele, o que a IA faz é permitir que os negócios operem de forma diferente — e essa é a parte verdadeiramente crítica da transformação .
O especialista destacou que a parte mais difícil não é a tecnologia em si, mas sim repensar a forma como as empresas atendem seus clientes e desenvolvem produtos.
“A parte díficil é repensar a forma como você faz o seu cliente e desenvolve produtos”, disse Westerman.
Leia Mais Conta PJ Inter: comparativo de tarifas e serviços para pequenas empresas O desafio é transformar a IA em valor real, diz diretor da TOTVS Citigroup supera estimativas e registra lucro de US$ 5,25 bilhões no 3º tri Tarefas rotineiras e o papel humano Westerman explicou que a história da tecnologia sempre foi marcada pela automação de tarefas rotineiras.
Com a IA, esse processo avança para atividades que antes se acreditava que os computadores jamais realizariam, como escrever e conversar com pessoas.
“Empregos que envolvem trabalho rotineiro vão mudar”, alertou.
No entanto, ele acredita que ainda haverá espaço para os seres humanos, desde que as organizações saibam reorganizar seus processos.
Ao ser questionado sobre quais habilidades humanas se tornarão mais valorizadas nessa era, Westerman foi direto: quem ainda executa tarefas rotineiras deve buscar formas de deixar de fazê-las, pois os computadores aprenderão a realizá-las em breve.
Habilidades como criatividade, relacionamento interpessoal e pensamento fora do padrão foram apontadas como promissoras, embora o especialista tenha reconhecido que ainda há incertezas sobre o que de fato permanecerá após a expansão da IA.
Como as empresas devem se preparar Para as lideranças empresariais, Westerman recomendou duas ações prioritárias.
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