Casos de Newcastle não influenciam em negociação com UE, diz secretário
Os focos de doença de Newcastle identificada pelo governo em granjas comerciais de Santa Catarina não vão afetar as negociações com a União Europeia para o Brasil voltar a exportar para o bloco.
Embora o estado seja um importante fornecedor de aves no mundo e, antes das restrições, um dos maiores exportadores para a UE, a doença não tem relação com a sanção aplicada pelo bloco europeu.
Segundo o secretário da SCRI (Secretaria de Comércio e Relações Internacionais) do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), Augusto Billi, a UE normalmente restringe apenas a área afetada pela doença.
Leia Mais: Senado aprova subsídio e financiamento de R$ 24,5 bi a produtores de cana Produtos florestais crescem 1,1% em agosto, mas seguem em queda no ano Bioenergia ganha espaço e reforça potencial da indústria de base florestal “A Newcastle, terminando os focos, terminam as restrições [dos países].
Normalmente, a UE restringe só a área restrita para Newcastle.
Portanto, não mudam as questões relacionadas aos antimicrobianos”, afirmou à reportagem.
Ainda assim, o impacto econômico pode ser relevante aos produtores do estado.
Segundo dados do Agrostat (Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro) do Mapa, o estado exportou para a UE em 2025 55.501 toneladas de aves com movimentação financeira em US$ 223.629, ficando apenas atrás do estado de São Paulo.
Até o momento, o governo brasileiro registrou três granjas comerciais em Santa Catarina que tiveram casos confirmados de doença de Newcastle em aves.
O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, no município de Nova Itaberaba, em um criadouro de perus.
O segundo caso foi registrado em 24 de outubro, em Coronel Freitas, e o terceiro foi anunciado nesta terça-feira (28) em um estabelecimento avícola de Nova Erechim.
Em todos os locais medidas zoossanitárias como investigação epidemiológica, vigilância e medidas de contenção da doença foram aplicadas.
Os casos acontecem ao mesmo tempo em que a União Europeia discute se o Brasil vai retornar a lista de países aptos a fornecer aves para o bloco.
A decisão, que serve para todos os tipos de carnes e produtos de origem animal, foi tomada pelo bloco em maio deste ano e passou a valer em setembro.
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