Depois da França, estudantes albaneses vão às ruas por melhorias na educação
Estudantes atiraram tijolos e blocos de concreto contra o Ministério da Educação da Albânia, na capital Tirana, nesta terça-feira, 13, durante um protesto nacional que exigiu melhorias na educação e políticas sociais.
Em resposta aos ataques, a polícia jogou gás lacrimogêneo e usou canhões de água contra os manifestantes.
“A violência não foi, não é e nunca será uma solução.
Atirar pedras, atacar instituições e a polícia, bem como destruir bens públicos sem sentido, não são formas como os jovens devem se expressar”, disse a vice-primeira-ministra da Albânia, Albana Koçiu , em publicação nas redes sociais.
Segundo os organizadores do protesto, a manifestação tinha como objetivo abordar as péssimas condições nas universidades do país, os custos do ensino superior, a falta de apoio financeiro e as perspectivas de emprego após a formatura.
Continua após a publicidade Alguns manifestantes explicaram que queriam ir além das reivindicações estudantis e protestar contra a desigualdade e a injustiça social presentes no país.
“O que a Albânia precisa é de uma revolução, uma mudança, uma derrubada completa do sistema, porque não pode continuar assim”, afirmou a manifestante Luljeta Kola à Reuters.
Ela também destacou o abismo social que existe entre os ricos e pobres na Albânia.
A manifestação em Tirana ocorre em meio a uma onda de protestos estudantis na Europa.
Na França, estudantes do ensino médio e universitários protestam há mais de três semanas pedindo mais professores substitutos e melhor infraestrutura para as escolas, argumentando que a deterioração dos prédios e a superlotação das salas de aula estão prejudicando a educação.
Continua após a publicidade + O Outubro de 26: os efeitos das manifestações dos estudantes que tomam as ruas de Paris O movimento estudantil também ganhou força na Bélgica na última sexta-feira, com centenas de estudantes entrando em confronto com a polícia durante protestos em Bruxelas.
Na ocasião, cerca de 30 mil pessoas participaram da mobilização contra os cortes no orçamento da educação, segundo a polícia belga.
A ideia por trás do protesto era ir contra a medida anunciada pelo primeiro-ministro do oaís, Bart De Wever , que planeja aplicar cortes de cerca de 10 bilhões de euros (R$ 56 bilhões) na educação nos próximos anos, a fim de reduzir o alto déficit do país.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.