"Tiktokização" e crise sufocam propostas de campanha, diz Fenaj
O debate público sobre os rumos do Brasil tem sido esvaziado por um modelo eleitoral distorcido, marcado pela ausência de propostas estruturais.
É o que aponta a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro.
Em entrevista à Agência Brasil , ela argumenta que os problemas reais do país estão deixando de ser discutidos devido a dois principais fatores: a busca da grande mídia por audiência instantânea - e, na maioria dos casos, momentânea - e a adesão das candidaturas a uma lógica de marketing superficial.
“Sofremos um processo violento de 'tiktokização' da campanha eleitoral.
Tudo se resume à dancinha”, declarou Samira.
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Ela acrescenta que, em tempos de atenção pulverizada e consumo superficial de notícias, poucos candidatos parecem dispostos a debater a sério os reais problemas do Brasil.
Samira também destaca qual é o papel do jornalismo nas grandes crises, como a que enfrenta o Supremo Tribunal Federal (STF) e a importância de ir além nessa pauta.
Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista exclusiva.
Agência Brasil: A atual crise político-institucional, que envolve denúncias relacionadas ao caso Master, afeta o debate eleitoral? Samira de Castro: Sim.
Ela já extrapolou o Poder Judiciário - envolvendo outras organizações, como a Polícia Federal - e está dominando o debate.
O pior é que, a meu ver, ela continuará dominando o noticiário.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agenciabrasil.ebc.com.br — o conteúdo pertence a Agência Brasil.