Sarampo: 15 dúvidas respondidas sobre a vacinação e o risco da doença
O vírus do sarampo voltou a circular em três cidades do estado de São Paulo: na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo, com aumento considerável de casos no início de agosto, principalmente entre pacientes sem histórico de vacinação ou com esquema vacinal incompleto.
Segundo o Ministério da Saúde, o surto ocorre em uma área de intensa mobilidade populacional e com fluxo internacional de viajantes, favorecendo a introdução esporádica do vírus.
O cenário preocupa porque o sarampo está entre as doenças infecciosas mais transmissíveis, e a baixa cobertura vacinal atual deixa parte da população suscetível.
“Embora o Brasil tenha recuperado recentemente a certificação de eliminação do sarampo, isso não significa que o vírus deixou de existir”, explica a infectologista Aline Carralas, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
A certificação significa que não há transmissão sustentada no país, mas casos importados ainda podem ocorrer.
O vírus se espalha pelo ar, por gotículas liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar, e pode permanecer viável no ambiente por até duas horas após a saída da pessoa contaminada.
Além disso, um único indivíduo infectado pode transmitir o sarampo para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.
A transmissão começa em torno de quatro dias antes do aparecimento dos sintomas.
Isso permite a disseminação antes mesmo do diagnóstico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.