MANDA reflete sobre autenticidade na indústria musical e adianta detalhes do novo disco
Foto por @isadoratotaro/Reprodução/Instagram A cantora e compositora MANDA está preparando o disco sucessor de Música (2021) e já começou a apresentar aos fãs algumas prévias do direcionamento que o seu novo trabalho irá seguir.
Com uma carreira que teve os primeiros passos no gospel e depois uma transição para o pop, a artista também tem explorado entre suas referências a cena contemporânea do Reino Unido.
Em entrevista ao TMDQA!, MANDA revelou os estilos que costuma ouvir e os artistas que têm acompanhado com mais atenção nos últimos tempos e que estão, de certa forma, guiando suas escolhas musicais: Eu sempre consumi muito R&B, muito soul.
E nos últimos anos eu tenho ido buscar referências em uma cena de neosoul muito interessante no Reino Unido.
Nomes como Lianne La Havas, Sasha Keable, Olivia Dean, por exemplo.
HER e Daniel Caesar também são artistas que me inspiram bastante.” “Quero uma arte que ande de mãos dadas com a minha verdade” Ao longo de sua trajetória autoral, a cantora transformou experiências pessoais e sentimentos em inspiração para suas músicas.
Ao falar sobre a vulnerabilidade que marca suas obras, MANDA destacou: Eu acho que eu sou uma pessoa muito inteira, muito visceral, e isso acaba aparecendo nas minhas composições.
Eu também componho sob briefing ou sobre um assunto que eu nunca vivi, mas na minha carreira autoral eu reservo diria que 90% pra escrever sobre as minhas vivências e os meus sentimentos.” Essa relação com a própria verdade aparece de forma evidente no single lançado em 2025, “Bumbum Mexer”, faixa que foi inscrita para consideração ao Grammy Latino deste ano e que apresenta uma crítica à pressão da indústria musical movida por algoritmos enquanto defende a autenticidade.
Ao ser questionada se já deixou de seguir alguma estratégia de divulgação porque sentiu que não combinava com quem ela é como artista, a cantora deixou claro que existe espaço para negociar as demandas de uma carreira, desde que isso não signifique abrir mão da própria identidade: 100%.
Eu negocio também, claro.
Eu negocio aquilo que não fere e não ofende a minha verdade artística.
Afinal, faz parte do trabalho de todo mundo, incluindo do artista, fazer algumas coisas que não queria fazer [risos].
O problema é quando a gente é convencido a mudar quem a gente é, a fazer outro tipo de música, a falar sobre determinado tema, a ficar repetindo uma coisa porque aquilo vai dar certo.
Isso é bem problemático.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tenhomaisdiscosqueamigos.com — o conteúdo pertence a Tenho Mais Discos Que Amigos.