Vereador baiano é preso por perseguir e ameaçar ex de 25 anos
O vereador Carlito Canguçu Silva (Agir) foi preso preventivamente por descumprimento frequente de medidas protetivas de urgência concedidas em favor da ex-companheira, uma jovem de 25 anos.
A prisão aconteceu na segunda-feira, 19, em Jacaraci, no sudoeste baiano.As medidas foram impostas há um mês, após episódios de injúria, ameaça e vias de fato que teriam sido praticados por Carlito contra a ex-companheira.
O que diz a políciaA Polícia Civil disse que, apesar de ter sido notificado sobre as restrições judiciais, o parlamentar insistiu em descumprir as determinações, realizando contatos telefônicos com familiares da mulher e fazendo declarações intimidatórias.Carlito enviou, no final do mês em que se iniciaram as ameaças, uma mensagem à ex-companheira por meio de uma rede social, o que contrariava a determinação judicial que proibia qualquer forma de contato.Câmara de Jacaraci se pronunciaO presidente da Câmara Municipal de Jacaraci, Arthur Guimarães Neto, falou, em nota, que o processo tramita sob segredo de Justiça e, por esse motivo, o órgão legislativo não irá se manifestar sobre o caso.Ainda no texto, o presidente reforçou que a Câmara Municipal reafirma seu compromisso com a responsabilidade institucional, a legalidade e o respeito às instituições democráticas.Vereador permanece à disposição da JustiçaO investigado foi encaminhado à unidade policial para a realização dos procedimentos legais cabíveis e permanece à disposição da Justiça.Leia a nota da Câmara Municipal de Jacaraci na íntegra:"O Presidente da Câmara Municipal de Jacaraci, Arthur Guimarães Neto, em face das informações relativas à prisão de um vereador deste Poder Legislativo, vem a público manifestar-se nos seguintes termos.Considerando que o processo tramita sob segredo de Justiça, entende-se que eventuais manifestações sobre o caso devem observar os limites legais, o dever de responsabilidade institucional e o respeito à privacidade dos envolvidos.Nesse sentido, esta Presidência abstém-se de emitir comentários sobre o mérito dos fatos, preservando a discrição necessária diante da natureza sigilosa do procedimento e evitando qualquer manifestação que possa antecipar juízos ou conclusões.Reitera-se a confiança nas instituições competentes e na atuação do Poder Judiciário, a quem cabe conduzir o processo e adotar as providências cabíveis, em conformidade com a legislação vigente, o devido processo legal e as garantias constitucionais.A Câmara Municipal reafirma seu compromisso com a responsabilidade institucional, a legalidade e o respeito às instituições democráticas, aguardando o regular andamento do processo e o esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes."
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