Pai é acusado de matar bebê de dois meses e culpar filho autista nos EUA
Demetrius Beatty, de 40 anos, é acusado de matar uma bebê de dois meses em Washington, nos EUA, e tentar culpar o filho pela agressão, segundo o The Independent.
Policiais encontraram a bebê inconsciente no colo de Beatty em um prédio residencial no sudeste de Washington, na noite de 16 de agosto. A bebê tinha hematomas no rosto, trauma na cabeça e sangramento nos olhos, e morreu no Children's National Hospital na madrugada de 17 de agosto.
Registros judiciais citados pela WUSA9 indicam que a perícia encontrou fraturas graves na testa, na parte de trás da cabeça e sob o queixo da criança. O legista concluiu que os ferimentos não foram acidentais e não poderiam ter sido provocados por uma criança pequena.
Beatty deu versões diferentes sobre o que teria ocorrido e atribuiu a agressão a uma criança que vivia na residência. Ele disse ao 911, em uma ligação feita do telefone de uma vizinha, que a criança teria machucado a bebê.
Promotores afirmam que Beatty agiu por ressentimento porque as crianças eram filhas de outro homem. Documentos do processo dizem que ele ameaçou matar as crianças oito dias antes, caso a mãe as deixasse sob seus cuidados.
Advogados de defesa pediram que Beatty respondesse ao processo em confinamento domiciliar 24 horas por dia. Eles citaram a ligação imediata ao 911 e a ausência de histórico de agressão contra as crianças, mas o juiz negou a liberdade provisória.
Policiais descreveram o apartamento como sujo e cheio de objetos, com paredes manchadas, roupas acumuladas e papel-alumínio queimado boiando em um vaso sanitário. Socorristas também relataram assaduras graves na irmã gêmea sobrevivente e uma queimadura em cicatrização nas costas de outra criança.
Familiares do pai biológico dos gêmeos procuraram diversas vezes a agência de proteção à criança de Washington nos dois meses anteriores à morte. Em uma das denúncias, Beatty teria trancado os gêmeos em um armário, conforme os documentos judiciais.
Após a prisão de Beatty, em 16 de setembro, a agência de proteção à criança assumiu a guarda das crianças que estavam na residência. Ele tem nova audiência marcada para 28 de setembro.
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