BB tem lucro acima do esperado, mas inadimplência ainda pressionada no 2º tri
O Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado ‌de R$3,9 bilhões no segundo trimestre, alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira, em desempenho acima das previsões de analistas.
O resultado, porém, veio com inadimplência ainda pressionada, embora o custo do crédito tenha diminuído na base trimestral.
Projeções compiladas pela Reuters apontavam lucro de R$3,6 bilhões. Na comparação trimestral, o lucro avançou 13,9%. O BB manteve as previsões de desempenho para o ano.
O BB também divulgou aprovação de distribuição de R$584,9 milhões em juros sobre capital próprio complementares relativos ao segundo trimestre.
A carteira de crédito expandida do ‌banco de controle estatal somava R$1,31 trilhão ao final de junho, alta de 1,5% ano a ano e de 0,6% ante os três meses anteriores. O portfólio de pessoa física somou R$357,6 bilhões, alta de 4,4% ano a ano, ‌mas retração de 1,2% no trimestre, enquanto a carteira da pessoa jurídica ‌expandida encolheu 2,5% ano a ano, mas subiu 1,6% ante o primeiro trimestre, para R$456,15 bilhões. No caso da carteira agro, houve expansão de 4,1% em 12 meses e de 0,8% no trimestre, para R$421,6 bilhões
O índice de inadimplência acima de 90 dias total atingiu 5,61%, de 3,96% um ano antes e 5,05% nos primeiros três meses de 2026. Na pessoa física, atingiu 8,41%, de 5,59% um ano antes e 6,82% nos primeiros três meses de 2026, com forte deterioração na linha de cartão de crédito.
Em pessoa jurídica, a inadimplência ficou em 3,18%, de 3,85% no mesmo ‌período do ano passado e de 2,87% no primeiro trimestre deste ano. Quando se considera apenas o segmento de micro, ‌pequenas e médias empresas, o percentual alcança 9,73%.
No segmento agro, que tem pressionado o balanço do BB há vários trimestres, a inadimplência acima de 90 dias avançou para 6,27%, de 3,16% um ano ante e 6,22% nos três meses imediatamente anteriores. No balanço, porém, o ‌BB mostrou que a formação da inadimplência, ‌conhecida no setor como "NPL creation", da carteira de crédito agro arrefeceu, somando R$5,72 bilhões - ainda acima dos números do segundo trimestre de 2025, quando totalizou R$3,58 bilhões, mas abaixo do registrado nos primeiros três meses de 2026, de R$7,18 bilhões.
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