Deputado do PT pede ao STF afastamento de Nunes Marques do comando do TSE
O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) pediu ao STF ( Supremo Tribunal Federal ) investigação sobre a atuação do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do TSE ( Tribunal Superior Eleitoral ) e de integrantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) no caso que levou à suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp .
Em documento enviado à Suprema Corte, Falcão questiona quais provas a campanha de Flávio apresentou para suspender o canal do WhatsApp, gerenciado pelo deputado André Janones (Rede-MG) a favor da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto.
O deputado afirma ser preciso investigar se a campanha de Flávio apresentou informações falsas e a possível inclusão em decisões de Nunes Marques para bloquear o canal.
Juridicamente, Rui Falcão suspeita de falsidade ideológica eleitoral .
Leia Mais: Aliados de Lula e Flávio travam guerra digital Corregedor cobra julgamento sobre "Exército do Lula" no plenário do TSE Análise: Guerra de liminares vira marca de eleição 2026 Rui Falcão também pede que o STF investigue a alegação da equipe de Flávio de que teriam sido apresentadas centenas de denúncias contra o canal sem que nenhuma providência visível tivesse sido tomada.
Falcão argumenta ser necessário verificar quantas denúncias efetivamente existiram, quando foram feitas e como foram tratadas.
Além disso, o deputado pede que sejam comparadas as mensagens do canal com as decisões anteriores, uma vez que a campanha do adversário de Lula afirmou que parte do conteúdo divulgado já havia sido considerada falsa pelo TSE.
Além da investigação, Rui Falcão também também pede o afastamento temporário de Nunes Marques do TSE durante a análise do caso.
O pedido não menciona afastamento do ministro da sua atuação no STF.
O deputado afirma que as decisões tomadas pelo ministro beneficiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro em detrimento da comunicação de apoiadores de Lula.
Rui Falcão também solicita que o TSE analise se Nunes Marques pode continuar atuando nos processos relacionados às duas candidaturas durante o período eleitoral.
Entenda o caso O deputado André Janones criou o canal “Exército do Lula” depois do resultado do primeiro turno da eleição presidencial, em 4 de outubro.
O presidente Lula ficou com 45,16% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro saiu à frente, com 47,03% .
A controvérsia começou quando Flávio acionou o TSE para acusar Janones e Lula de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação após a criação do canal.
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