Coronel mira Presidência do Senado e prega defesa dos municípios
O senador Angelo Coronel (Republicanos) foi o entrevistado da sabatina A TARDE Eleições neste sábado, 15, marcando a quinta edição do programa.
Durante a entrevista, o candidato revelou que mantém o interesse em se candidatar para a Presidência do Senado em uma eventual reeleição e afirmou que não chegou ao comando do Congresso após uma movimentação de “última hora” de seu ex-partido, o PSD.“Se o meu partido à época não tivesse me traído eu era o presidente do Senado. [...] De manhã eram todos comigo, mas o poder de persuasão do governo mudou e naquela ocasião, do partido, só Otto Alencar votou comigo.
Eu falar que não está nos meus planos [ser presidente do Senado] eu iria mentir, se não for agora no primeiro ano, será no segundo biênio porque temos oito anos pela frente e são quatro biênios.
Uma coisa eu digo: em um desses biênios eu serei presidente do Congresso Nacional”, afirmou Coronel.
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Autodeclarado como “municipalista raiz”, o senador recomendou uma melhor distribuição da arrecadação do país para que as pequenas cidades pudessem arcar com suas despesas.“Vamos considerar que a arrecadação do Brasil é um bolo.
A metade fica para a União, a outra metade divide o Estado e municípios.
Essa parte que os municípios arrecadam não cobre suas despesas do custeio da máquina pública.
Quando os prefeitos vão em marcha a Brasília, vão atrás de mais recursos para tocar esses programas.
Nós temos que fazer um novo Pacto Federativo para redistribuir esse bolo arrecadatório para que os municípios fiquem com uma maior fatia”, defendeu Coronel.
Senador foi sabatinado no estúdio Sérgio Simões Filho - Foto: Uendel Galter | Ag A TARDE Reforma eleitoralDurante a sabatina, o senador candidato à reeleição foi questionado sobre a PEC da Reeleição, que prevê a unificação das eleições, o fim da recondução em cargos do Executivo e o estabelecimento padrão de mandatos de cinco anos para todas as ocupações.
Na oportunidade, Coronel declarou que, em eventual êxito nas urnas neste ano, será favorável à proposta.“Não dá para fazer eleição a cada dois anos no Brasil, isso é um absurdo, é um gasto desnecessário.
Por mim quatro anos [de mandato] já estava de bom tamanho, porque com quatro anos você governa bem o Estado, a União, a Prefeitura… Não há necessidade da pessoa ter mais de quatro anos para governar e muito menos para se reeleger.
Não estar no Senado para votar favorável à reeleição em nenhuma esfera.
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