TRE manda Clarissa e Júnior Tércio removerem vídeo em que casal de deputados atribui a adversários defesa de 'kit gay'
Deputados Clarissa (PP) e Júnior Tércio (PP) Reprodução/Instagram O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou que a deputada federal Clarissa Tércio (PP) e o marido dela, o deputado estadual Júnior Tércio (PP), apagassem do Instagram um vídeo em que associam políticos adversários à defesa de um suposto "kit gay".
Ambos são candidatos à reeleição.
A liminar, divulgada nesta terça-feira (1º), foi assinada pelo desembargador eleitoral auxiliar Paulo Augusto de Freitas Oliveira no domingo (30).
Nela, o magistrado estabeleceu um prazo de 24 horas para que os parlamentares e a Meta, empresa responsável pela rede social, removessem o conteúdo, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Ele também determinou que o TikTok seja notificado para atuar de forma preventiva contra a divulgação de publicações que reproduzam conteúdo idêntico ou equivalente.
O g1 procurou os deputados Clarissa e Júnior Tércio, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.
Também tenta contato com as defesas da Meta e do TikTok.
A decisão foi tomada em resposta a uma ação movida pela vereadora do Recife Jô Cavalcanti (PSOL), que, nestas eleições, concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Agora no g1 No vídeo publicado no Instagram, o casal afirma: "Nós defendemos a família.
Eles, o kit gay".
Junto com a frase, a peça exibe uma imagem de uma manifestação com a bandeira do movimento LGBTQIA+. ▶️ Amplamente divulgado pelo então candidato Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2018, o chamado "kit gay" fazia parte do projeto "Escola sem Homofobia", que estava dentro do programa "Brasil sem Homofobia", do governo federal, em 2004.
Era voltado à formação de educadores e não tinha previsão de distribuição do material para alunos.
O projeto não chegou a ser colocado em prática.
Na decisão, o desembargador eleitoral considerou que a declaração dos deputados faz menção a um conteúdo de "caráter desinformativo", reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"A expressão, portanto, não é empregada como mera referência histórica ou alusão genérica a debate político pretérito.
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