Começa em Dourados obra da 1ª Casa da Mulher Brasileira do interior de MS
Começou de fato a construção da Casa da Mulher Brasileira em Dourados, a 251 km de Campo Grande.
A primeira unidade do complexo de atendimento integrado do interior de Mato Grosso do Sul começou a sair do papel dois anos e meio após a assinatura do termo de cooperação entre o Governo do Estado e o Governo Federal, em 29 de janeiro de 2024.
A construção está sendo feita em um terreno ao lado da sede regional da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), no cruzamento das ruas Duque de Caxias e Joaquim Alves Taveira, na Vila Melo, região norte da cidade.
Equipes da construtora Trento Soluções em Construções Ltda., vencedora da licitação, trabalham na preparação do terreno para a fundação do prédio (veja o vídeo acima).
Conforme a Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística), a estimativa é de conclusão da obra em dois anos.
O investimento é de aproximadamente R$ 18 milhões.
Com área total de 3.671,86 metros quadrados, a unidade vai concentrar dispositivos de proteção à mulher: Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), salas de cartório, salas para equipe do Tribunal de Justiça; salas para o Ministério Público; salas para a Defensoria Pública; sala para audiências; salas de multiuso e atendimento psicossocial; salas para administrativo da casa e brinquedoteca.
Números alarmantes Para a presidente da Câmara de Vereadores de Dourados, Liandra Brambilla (PSDB), a implantação da Casa da Mulher Brasileira em Dourados representa um avanço histórico no enfrentamento à violência contra a mulher.
“Mais do que uma nova estrutura física, estamos falando da criação de uma rede de proteção mais integrada, humanizada e eficiente, capaz de oferecer acolhimento, orientação e atendimento especializado às mulheres que enfrentam situações de violência”, afirmou.
Segundo a vereadora, os números mostram o tamanho do desafio pela frente.
“Somente em 2025, foram expedidas 14.153 medidas protetivas de urgência em Mato Grosso do Sul, sendo 1.434 delas para mulheres de Dourados.
E quando olhamos para um período mais amplo, a realidade é ainda mais preocupante: Dourados registrou 31 feminicídios e mais de 15 mil ocorrências de violência doméstica na última década.
Esses dados mostram que não podemos tratar a violência contra a mulher como um problema pontual, mas como uma questão que exige políticas públicas permanentes, integração entre as instituições e uma rede de proteção cada vez mais estruturada”.
Para Liandra Brambilla, a concentração de diferentes serviços em um mesmo espaço facilita o acesso das vítimas à proteção e evita que elas precisem percorrer diferentes órgãos para buscar ajuda, o que é fundamental em um momento de extrema fragilidade.
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