Oracle sobe 12% após prever retorno mais rápido de aposta em IA
Nova York | Financial Times As ações da Oracle subiram 12% nesta quarta-feira (28), depois que a empresa apresentou aos investidores novas projeções de longo prazo, com fluxo de caixa livre acima do esperado e endividamento moderado, em uma tentativa de reduzir as preocupações do mercado com sua aposta bilionária em inteligência artificial .
A empresa de banco de dados de Larry Ellison espera alcançar US$ 30 bilhões em fluxo de caixa livre até o fim de seu ano fiscal de 2029, segundo a diretora financeira da Oracle, Hilary Maxson. Os investidores esperavam que a companhia continuasse com fluxo de caixa livre negativo até o ano seguinte, de acordo com dados da S&P Visible Alpha.
Maxson afirmou durante o encontro anual com investidores da empresa, em Las Vegas, que os investimentos de capital devem atingir o pico até 2028 e que, a partir de 2029, o crescimento da Oracle será financiado com recursos próprios.
A Oracle pretende limitar a US$ 20 bilhões as captações adicionais para financiar sua estratégia de inteligência artificial até o ano fiscal de 2030, dividindo o valor igualmente entre dívida e emissão de ações, acrescentou Maxson.
Os títulos de dívida da empresa também subiram nesta quarta-feira. Papéis com vencimento em 30 anos eram negociados a cerca de 83 centavos por dólar de valor de face, ante a mínima de 79 centavos registrada em meados de outubro, segundo dados da Bloomberg.
A Oracle vem sofrendo pressão para demonstrar o retorno de sua aposta bilionária em inteligência artificial, enquanto tenta migrar do software corporativo para centros de dados capazes de competir com Amazon e Google na venda de capacidade computacional a empresas como a OpenAI. As ações da companhia acumulam queda de cerca de 25% desde o início do ano.
Vários projetos da Oracle enfrentam atrasos na obtenção de licenças e na construção. Em setembro, a empresa enviou uma notificação de força maior à Stack Infrastructure, subsidiária da Blue Owl responsável pelo desenvolvimento de um complexo de 1.400 acres no condado de Doña Ana, no Novo México. A medida busca permitir o adiamento de pagamentos caso o projeto seja interrompido ou não entre em operação em 2028, conforme o previsto.
A Oracle também enfrenta atrasos no acesso à energia em uma instalação em Wisconsin e resistência da comunidade local a um projeto em Michigan.
A classificação de crédito corporativo da empresa está um nível acima da categoria especulativa, após um rebaixamento feito pela S&P em julho. A Oracle captou US$ 25 bilhões em uma emissão de títulos de dívida no início deste ano e emitiu US$ 20 bilhões em novas ações no trimestre encerrado em 31 de agosto.
Maxson também disse aos investidores que a empresa espera entregar sete gigawatts de capacidade em centros de dados aos clientes nos próximos dois anos.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.